Relato de um Intercâmbio em San Francisco

Conhecer novas culturas e línguas sempre esteve em meus anseios. Em 2014 surgiu a oportunidade de fazer um intercâmbio. Com a decisão tomada surgiram aquelas perguntinhas de respostas complicadas: “Para onde ir: EUA ou Canada?”, “Quanto tempo?”, “Quando?”. Escrevo agora para você um breve relato de como respondi a essas perguntas, um pouco de meu planejamento e o intercâmbio de 30 dias que fiz em San Francisco, Califórnia.

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Preparativos

Comecei os preparativos com 1 ano de antecedência, desde a procura por empresas que prestavam o serviço, a local e escola. Escolhi a Experimento Intercâmbio através de indicações de alguns colegas de trabalho. A cidade foi um pouco de pesquisa mesmo. Li diversos blogs, artigos e fatores como alimentação, clima e receptividade fizeram com que eu escolhesse San Francisco.

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Com a cidade escolhida, passei a acompanhar blogs de brasileiros que residem em SFO, e, seguindo uma dica do Alessandro Brandão, comecei a ouvir rádios,  a seguir o twitter da polícia, dos Transportes (Muni e Bart) e da prefeitura de San Francisco. Parece loucura isso tudo, mas eu queria estar o máximo preparada possível.

A escola foi indicação da Experimento, fiz algumas pesquisas e aceitei a sugestão. Quando estava lá, descobri que quem faz o curso de inglês como segunda língua pela ELS não precisa fazer TOEFL, por exemplo, para entrar na Universidade da Califórnia – Berkeley, pois o certificado da ELS já basta.

Bom, com a empresa escolhida, local e escola, hora de guardar dinheiro. Desde o momento que decidi fazer o intercâmbio até o momento da viagem o dólar havia subido R$2,00, mas garanto a você, é possível sim estudar fora neste momento, o que não dá é para você comprar tudo o que queria, mas dá para estudar e se divertir.

A viagem

Saí do Brasil no dia 10 de outubro de 2015, minha primeira viagem internacional. Antes do intercâmbio nunca havia realmente estudado inglês, até tentei, mas “a vida não permitia”. Enfim, fui com a cara, coragem, fé e o Google.  Preparei uma pasta com toda a documentação enviada pela escola, os documentos da estadia e documentação de vínculo no Brasil (documentos emitidos pela empresa, certidão de casamento). Na imigração foi solicitado apenas o I20 e o passaporte, tirei o visto para estudante F1/F2. Ufa! Primeira etapa concluída.

Depois da imigração, novo desafio: andar pelos terminais e encontrar o bendito no qual eu deveria aguardar minha conexão para San Francisco. As pessoas no aeroporto super atenciosas, falavam em inglês e espanhol. Consegui despachar a bagagem novamente, mudar de terminal, solicitar senha do Wifi e comprar comida. Pode parecer pouco, mas para mim foi uma batalha vencida.

A Escola

No primeiro dia de aula, a escola faz um teste para saber qual nível você está. São 12 níveis, iniciando do 101 ao 112 e para minha surpresa entrei no nível 104/112, que é o equivalente ao básico-intermediário.

A primeira semana foi de adaptação, tentando entender a língua, os sotaques diversos. Na escola entram novos alunos apenas uma vez ao mês.  Nos primeiros dias já conheci duas brasileiras de nível fluente (111). No meu caso, foi excelente ter mais brasileiros (contanto comigo, eram 4), pois elas falavam em inglês comigo, tiravam dúvidas de pronúncia, de expressões que eu não fazia a menor ideia.

A escola organiza eventos para integrar alunos e colocar você para falar a língua. E, através desses eventos, fui aumentando o networking, conheci pessoas de diversas culturas e sotaques.

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Li em diversos locais falando que quem não tem inglês pelo menos intermediário não deveria ariscar um intercâmbio. Eu discordo.

É mais difícil para se comunicar, porém o importante de início é ser compreendido. Eu entendo razoavelmente bem o inglês, porém aconselho a quem tem nível básico a treinar muito o ouvido, veja séries legendadas para que comece a entender o significado das sentenças e depois veja tudo novamente, porém com a legenda em inglês, assim você conhece as palavras. Ouça muita música e leia a letra!

Uma dica que recebi da professora de gramática foi: “ouça inglês 20 minutos ao dia, 10 pela manhã e 10 a noite” e “leia um parágrafo de jornal americano por dia, nada mais que isso para não ficar cansativo”.

Acomodação

Quando fechei o intercâmbio, decide por homestay, porém fiquei apenas uma semana, pois a casa ficava 30 minutos de San Francisco. A família era maravilhosa, no entanto, devido à distância, resolvi trocar pelo hotel indicado pela escola. Conversei com a escola em um dia e mudei no outro. Foi a melhor decisão tomada.

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Fiquei perto da escola, perto dos outros estudantes, no centro da cidade.  Dividi o quarto com uma taiwanesa da mesma escola. Foi ótimo, pois o convívio foi muito mais intenso com a língua, ia aos supermercados, restaurantes, lojas e ouvia as pessoas conversado pela rua.

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A cidade

Como mencionei, escolhi San Francisco por conta da comida, pessoas e clima.

Tem comida de várias nacionalidades. É fácil encontrar saladas e frutas em supermercados e não é caro, se você pensar dinheiro por dinheiro. Deixe para converter em outros momentos!

San Francisco é uma cidade linda! A Golden Gate é lindíssima, você pode conhecer muitos lugares legais apenas andando a pé, de bicicleta ou de ônibus.

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Mas nem tudo são flores. Existem muitos homeless (moradores de rua) em San Francisco, alguns lugares são declarados publicamente pelo moradores como não seguros, pois são lugares onde se concentram uma quantidade maior de homeless, porém basta você mudar de rua que se torna “seguro”. É estranho falar assim, pois aqui no Brasil falamos que um lugar não é seguro, geralmente é o bairro ou cidade, mas lá é uma rua.

O clima é tão instável quanto São Paulo, pela manhã é uma “friaca”, no horário do almoço um calor danado. Na primeira semana de novembro começou a esfriar de verdade, já preparando para o inverno, mas ainda era suportável.

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Enfim, aproveitei muito experiência como e é indescritível pelo fato da troca de cultura. Há quem diga que nunca saiu do país para aprender inglês, o que certamente é gratificante, porém a troca de cultura é algo que só se tem vivenciando.

Espero que tenha gostado, tentei fazer o resumo do resumo, quem quiser conversar, deixe sua mensagem nos comentários que respondo o mais breve possível.

Sobre a autora: Liliane reside na capital de São Paulo, é estudante de Administração. Atualmente trabalha como analista contábil em uma multinacional de cosméticos.  Descobriu o English Experts em 2014 após indicações de amigos. É uma leitora voraz e amante da música.

Autor

Autor Convidado

Este artigo foi escrito por um Autor Convidado do English Experts. Confira o nome do autor no rodapé do texto acima. Seja um colaborador, clique aqui e saiba como participar.

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