Imitar é bom para melhorar a pronúncia?

Recentemente houve uma discussão no fórum que me chamou a atenção. O professor Adir em resposta ao projeto conversação deu a seguinte dica: “uma ótima forma de melhorar a pronúncia é tentar imitar os nativos”. Para minha surpresa um leitor discordou com o argumento de que “imitar” pode tornar o nosso inglês não muito natural, em outras palavras, artificial.

Acho muito interessante essa divergência de idéias e acredito que a discussão quando feita de forma construtiva só traz benefícios. Segue abaixo a minha opinião a respeito do tema.

Quando eu comecei a estudar inglês eu não fazia distinção alguma de região ou sotaque do inglês que estava ouvindo. Quando eu ia conversar com meus amigos americanos (Mary e Adam), eles logo começavam a me corrigir. Isso porque eu falava algumas coisas mais comuns no inglês britânico misturadas com inglês americano, o que dava a impressão que o meu speaking parecia uma colcha de retalhos com sotaques e palavras de diferentes regiões. Um nativo consegue entender, mas fica muito estranho.

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Só consegui resolver isso quando resolvi focar os meus estudos de listening e speaking no inglês americano, mais especificamente escolhi o Jeff McQuillan para imitar, falei sobre isso na série sobre o meu kit de estudos. Acredito que foi uma decisão muito acertada já que a minha pronúncia melhorou bastante e ficou mais natural.

O leitor Marco perguntou no fórum se há algum problema em misturar inglês britânico e americano. Como eu já falei, pode não ser tão problemático, mas sua comunicação não vai soar de forma natural. Imitar é uma boa alternativa para evitar esse problema.

Outro ponto muito importante é que quando você passa a seguir alguns falantes nativos, você percebe que eles costumam usar as mesmas palavras para expressar as idéias. Dessa forma o vocabulário novo vai sendo fixado com o andamento dos estudos e a sua compreensão vai melhorando também.

O Ricardo Schütz, o editor de um dos sites mais sérios de ensino de inglês fala o seguinte sobre a imitação:

Para adquirir-se não apenas a correta pronúncia de fonemas, mas também a acentuação tônica das palavras e a entonação da frase, desde o início do aprendizado, é necessário ao aluno desenvolver a arte da imitação e sempre consultar uma fonte autorizada: um native speaker ou uma pessoa que fale com boa pronúncia, um dicionário com símbolos fonéticos, ou ainda os modernos speaking dictionaries, dicionários eletrônicos de bolso que reproduzem som. Fonte: sk.com.br

Por fim, lembro que o inglês é um idioma mais “cantado” do que o português, ao pronunciar uma frase é perceptível os altos e baixos. Dessa forma a entonação das frases no inglês parece ser mais exagerada, o que causa estranheza para nós brasileiros. Por fim acabamos evitando pronunciar o inglês como ele realmente é, por pura vergonha. Com a imitação isso deixa de ser uma barreira, já que você está imitando não tem problema. Não é mesmo?

Gostaria de saber a sua opinião a respeito: Você acha que imitar é bom para melhorar a pronúncia?

Seu comentário é muito importante para complementar as idéias do artigo.

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Alessandro

Alessandro Brandão

Alessandro Brandão é coordenador caseiro do English Experts e do Fórum de idiomas. Trabalha também em projetos na área de Comércio Eletrônico e Ensino a Distância (EaD).

71 comentários

  • 28/09/10  
    Carla Taddeo diz: 1

    Imitar é essencial no meu ponto de vista. Sempre disse isso aos meus alunos de inglês. Minha filha costumava me criticar falando: Mãe, porque vc fala assim? Com tanta intonção? Eu sempre procurava imitar dos sit coms americanos , que ouvia na televisão. Os nativos americanos sempre falavam que eu pronunciava bem semelhante a eles. Por muitos anos, uns 30, masi ou menos, tinha uma pronuncia bem americana. O problema é que depois, fui morar na Inglaterra, mas o pior, fui morar no norte da Inglaterra, em North Yorkshire. Quando cheguei lá, não entendia ninguém, parecia que eles falavam outra língua. é claro, tive que me acostumar e me readaptar. Com o tempo minha pronuncia ficando toda esquisita. As vezes saiam palavras em inglês americano , as vezes no inglês de Yorkshire e as vezes, eu tentava falar o Queen’s English, o inglês standard britânico, aquele que aprendemos através da fonética correta das palavras. E agora? Eu pergunto a vocês. Morei lá por 2 anos e meio, mas ainda tenho contato com a língua, pois meus filhos moram lá e meu namorado é um típico Yorkshireman (do “country side” MESMO). Então o que copio está sendo aquela pronuncia…E vcs sabem que lá em UK, existem várias pronuncias…vai pra Escócia, irlanda, Wales, até mesmo Liverpool, Lancashire…Bermingham..Nossa!!! É uma loucura! Será que devo estudar apenas a pronuncia de Cambridge?

  • 28/09/10  
    Cecilia diz: 2

    Se lembrarmos que toda criança aprende sua língua materna imitando os adultos e se considerarmos que o falante inicial de uma língua estrangeira é como se fosse uma criança, guardadas as devidas proporções, saberemos que imitar é sim muito bom para melhorar a pronúncia e também aprender a entonação, que é peculiar a cada língua. Nâo me refiro a imitar feito um papagaio, que diz palavras sem saber o que significam, mas se a pessoa for refletindo a respeito e procurando entender o outro idioma, com certeza melhorará e muito o seu desempenho linguístico.

  • 28/09/10  
    Fernanda diz: 3

    Eu adorei o artigo, pois expressa uma verdade que eu já havia começado a praticar. Confesso que meu inglês ainda “escorrega”, e eu acabo dizendo uma ou outra palavra no inglês britânico. Mas, após três anos sem estudar o idioma, eu havia resolvido retomar minha conversação, e escolhi assistir a filmes e ouvir músicas para relembrar aquilo que havia esquecido. E, depois de imitar várias vezes uma mesma palavra ou frase que havia ouvido, comecei a perceber que sim – parecia ridículo ficar repetindo tanto e com tanta ênfase- mas, em nove anos de estudos da língua inglesa eu nunca havia alcançado a pronúncia e fluência que tenho hoje. Concordo integralmente com o artigo.

  • 28/09/10  
    Mázio Ribeiro de Souza diz: 4

    Pra dizer a verdade, acredito que não haja outra forma de aprender, de fato, a pronúncia correta de um idioma se não for imitando os que falam corretamente.
    Primeiro listening, listening… e depois speaking.

    Acredito, ainda, que essa imitação não seja somente voluntária, isto é, creio que o nosso cérebro quanto mais listening tiver, mais ele aumenta, involuntariamente, a capacidade de imitar os mesmos sons e entonações ouvidos.

    Mázio

  • 28/09/10  
    Bruno Sahid diz: 5

    Ola galera do engslish experts, sobre essa discução sei que posso ser de grande ajuda, pois sou novato no ingles, e estou evoluindo cada dia mais com ajuda do site.
    E eu tive a sorte de minha prima que mora a 8 anos nos estados unidos, voltar para o brasil, e ela se casou com um americano que vive aqui agora.
    Intaum eu posso dizer, que imitar deixa sim o seu ingles artificial, exemplos tenho de monte, alguns messes atraz ele não entendia muito bem minha pronuncia, por que eu ficava tentando imitar o som das palavras, e depois que eu parei de tentar imitar, e aprendi a palavra certa, e me esforçar para pronunciar “letra por letra” por que assim voce consegue colocar intensidade, e tonalidades no lugar certo, e pronuncia o som final que é de grande importancia para o compreendimento.

    *CLARO QUE LER A PALAVRA E FICAR REPEDINDO JUNTO A ALGUM FILME, AUDIO, OU COISA, AJUDA… E MUITO

    E ainda aconselho quem tem dificuldades como eu, assistirem muitos seriados (com legendas) que as pessoas falem bem parecido com dia a dia, por mais que seja quase impossivel no começo, mais é muito com para voce aprender a escutar palavra por palavra, facilitando assim além de sua audição, sua fala também!

  • 28/09/10  
    Carlos E. S diz: 6

    Pessoalmente eu acho a imitação um mal necessário passando essa fase a ser enraizada em nós próprios.
    Assim sendo, quem imita acaba aprendendo mais e aperfeiçoando mais determinada língua se e só se a tornar prática.
    E tem outra atenuante o sotaque na imitação de uma língua. É como o português de Portugal e o português do Brasil. Eu acho que o sotaque acaba por ser um factor importante ao se discernir uma imitação.

  • 28/09/10  
    vanovit diz: 7

    bom, como posso dizer?
    eu faço isso o tempo todo, mesmo porque preciso estar exercitando meu ingles.
    na verdade, se vc estiver num pais que fala a lingua inglesa vc nao estara imitando.
    mas sim vc vai conseguir sua forma natural de falar entre as pessoas. Como se fosse um nativo, onde isso depende de tempo e sua participação
    com os mesmos ok?

    espero ajudar!

    take care! bye

  • 29/09/10  
    Edgar Oliveira Lopes diz: 8

    Com certeza, a imitação é positiva. No aprendizado de canto e instrumento, por exemplo, até que haver suficiente firmeza na execução da peça, ou até que se firme a “personalidade” do musicista. Mesmo para movimentos corporais, a simples imitação é fonte de aprendizado. O Tai Chi Chuan, por exemplo, dificilmente poderá ser apreendido de outra forma, dada a complexidade dos movimentos, quase impossíveis à racionalização. A Elis Regina imitava muito bem Ângela Maria, Maísa Matarazzo e Dalva de Oliveira.

  • 29/09/10  
    Monnique diz: 9

    Penso que seja importante sim, já que queremos ter uma boa pronúncia. O meu professor do curso fala que é sempre bom a gente imitar e pra nós que estamos iniciando no inglês como referência ele fala para gente imitar o interior (que e desculpe os mineiros) de Minas Gerais… Será que é errado?…
    Kisses!!
    See you!!!

  • 29/09/10  
    @rodrigohm diz: 10

    Acredito que não importa se seu Inglês é meio americano/britânico. O que importa é a comunicação! Se você consegue se comunicar misturando as gírias das duas linguagens vai em frente! Um dia você pode se aperfeiçoar apenas em um, mas o importante é a comunicação!

  • 30/09/10  
    Rodrigo Hashimoto diz: 11

    Me disse uma “grande” pessoa e ensinador: “O exemplo não é o melhor modo de ensinar, mas o único!”. Quando imitamos primeiramente observamos e usamos aquilo como exemplo, e isso me ajudou, e muito.
    Como os demais leitores comentaram, as crianças nos imitam. Algumas delas com bons e outras, infelizmente, com maus exemplos.
    Abraço a todos!

  • 30/09/10  
    João Fylho diz: 12

    A questão é a seguinte: você só aprende cantar uma música cantando… então, você só aprende falar, falando (óbvio). Até mesmo quando você está aprendendo a sua língua materna (o português) no começo você (inconscientemente) só tenta reproduzir aquilo que é falado, ou seja, só repete.

  • 30/09/10  
    Layane Oliveira diz: 13

    Estou tentando aprender inglês a 01 ano e meio, e realmente sinto muita dificuldade já que tinha aversão ao idioma.Minha primeira barreira a ser quebrada e aprender a gostar da língua.
    Posso dizer que gostei da dica já que tenho uma vergonha imensa de falar o inglês.

  • 01/10/10  
    Pri diz: 14

    Aprendi muito a lingua imitando. Principalmente nas musicas … claro que não se fala com fluencia só imitando porque precisa-se de um processo como aprender verbos e etc. mas dá certo sim!!!

  • 04/10/10  
    Rhonne Wêndell diz: 15

    Oi!Pra mim o inglês britânico é o mesmo que o inglês americano.Se tiver alguma diferença me explique,porque eu preciso saber se existe alguma diferença.Para mim não me confundir quando eu for falar.

  • 05/10/10  
    Eli diz: 16

    Também acredito q imitar ajuda sim, tanto na desinibição qto na pronunciação correta da palavra, p.ex qdo pronunciamos o “th” , os recursos da língua entre os dentes e até os nasais para falarmos corretamente. Para mim, funcionou sim, acho q me ajudou a melhorar a minha pronúncia.

  • 07/10/10  
    Tiago diz: 17

    Existe um livro ótimo chamado American Accent Training que ensina a pronúncia. Eu uso. Acho muito bom. Procurem. É isso.

  • 08/10/10  
    uilton diz: 18

    Olá,

    Acredito que imitar é também um dos caminhos validos e interessantes para aprender outro idioma. É claro que tem algumas imperfeições, mas sabendo tirar proveito disso podemos aprender de forma descontraída e aprimorada.

    Obrigado pela dica.

  • 09/10/10  
    Guilherme Bispo diz: 19

    No meu ponto de vista [In my point of view], imitar (alguém ou algo que fale muito bem) é um dos itens primordiais para que possamos desenvolver nosso aprendizado com maior facilidade e com menos dificuldade e erros, uma vez que falaremos [leia-se imitaremos] corretamente e fixaremos a forma correta de entonação, pronúncia e até mesmo o significado do que fora imitado. Quando eu estou assistindo um filme/seriado ou escutando alguma música [most of the times I’m listening to music], eu repito e imito algumas palavras (até mesmo frases…) e até volto para repetir novamente se eu perceber que não eu não falei como fora dito e quando eu preciso utilizar aquela palavrinha que eu não consigo lembrar, eu canto a música mentalmente e do nada, a palavra comes out of my mouth. Como exemplo, eu consegui aprender a palavra “Popsicle” em uma música da Katy Perry e desde então já consegui diferenciar “ice cream” de “popsicle”.

    Enfim [Anyway], that’s my opinion about this issue and I know and agree that each one has your way to improve your English skills.

    Guilherme.

  • 21/10/10  
    Rafael Inacio diz: 20

    Eu imito muito.

    Só que eu fico MUITO cansado. A minha garganta fica extremamente cansada.

    Pode parecer loucura, mas tem dias que eu nasci para falar inglês. A pronúncia sai facilmente. Mas tem dias que não adianta… a coisa sai toda torta.

    Os fonemas ligados a letra R são os piores para mim. Por exemplo: are, were, hard, word…

    Alguns são bem tranquilos, como por exemplo: here, where…

  • 26/10/10  
    Mariana Freire Cabral diz: 21

    Pronúncia artificial a gente adquire quando aprende no Brasil e conversando com brasileiro. Quem quiser aprendero inglês de verdade, é imitando os nativos mesmo. Foi assim que aprendi, assistindo TV e repetindo quando sentia dúvida na pronúncia.

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