Intercâmbio nos EUA: sobre a cidade de San Francisco

Pessoal! Já falei um pouquinho sobre minhas primeiras impressões, sobre alguns questionamentos, mas o tempo passou voando e meu intercâmbio já acabou! Snif. E, agora que eu já voltei pro Brasil, resolvi dar umas dicas sobre a cidade de San Francisco, e daqui alguns dias eu finalizo a série de artigos escrevendo sobre as aulas de inglês que eu tive lá.

Chegando na cidade

Quando a gente fecha o intercâmbio, a escola oferece serviço de transfer por $100.00, onde um representante fica te esperando na saída do seu vôo com uma plaquinha com o seu nome, e te leva até sua homestay/residência estudantil. É um serviço seguro principalmente para pais que estão mandando os filhos para o exterior pela primeira vez, mas quem tem boca vai a Roma (e também a San Francisco), daí descobri que o táxi aeroporto-cidade custa aproximadamente $40.00, e que existe também a opção de pegar uma van que faz serviço porta-a-porta e que cobra aproximadamente $15.00 por pessoa (é só seguir as plaquinhas de “shuttle” depois que você pegar a mala na esteira). Isso sem contar no metrô, que custa $8.50, mas eu não queria subir nenhuma ladeira carregando mala, então preferi não me aventurar e fui de van mesmo.

O vento

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Chega a ser engraçado falar sobre isso, mas uma das coisas que mais interferiu na minha rotina durante o período que estive em San Francisco foi o vento! Eu li tanto antes de viajar que simplesmente não entendo como eu posso ter ignorado esse detalhezinho: é uma das cidades mais “windy” do planeta! Isso por ser uma península, e também por causa da topografia (a cidade inteira é composta de colinas beeeem íngremes). Era normal vir andando por uma rua e, quando virava a esquina, achava que ia sair voando igual a Mary Poppins. Mesmo os moradores de lá se protegem bastante em plena primavera florida e ensolarada. Se chegar lá sem agasalho adequado, vá até as lojinhas de souvenir do Fisherman’s Wharf e compre um ‘wind break’ (jaqueta que corta o vento) por aproximadamente $20.00.

Como se virar na cidade

Um lugar bastante útil é o Visitors Information Center (900, Market St.). Eles fornecem mapa da cidade, tem centenas de folhetos informativos sobre as atrações turísticas, restaurantes, museus, cupons de desconto, material promocional em diversas línguas, e vendem cartão telefônico internacional (maneira mais barata de telefonar pro Brasil). Precisei ir lá algumas vezes, principalmente pra pedir orientação sobre linhas de ônibus e como chegar em determinados lugares. O bom é que eles ficam ao lado do início da linha do bondinho (cable car), que é um das atrações da cidade.

Homeless people

Talvez pra quem é brasileiro, principalmente paulista, ver um monte de moradores de rua não é tão assustador, e isso rendeu até um papo bem interessante com minhas novas colegas suíças que disseram que quando encontram pessoas naquelas condições na Suíça, telefonam urgentemente para a polícia.

Mas a quantidade deles no centro de San Francisco realmente chama a atenção. Quem assistiu o filme À Procura da Felicidade, com Will Smith (ótimo para ver várias paisagens de San Francisco), talvez se lembre de como é a situação. Interessante que não há crianças nas ruas – bem diferente de São Paulo – e no geral eles não vendem nada, nem tentam limpar seu para-brisas contra sua vontade. Alguns cantam ou tocam algum instrumento (tem um famoso lá que toca usando uma “bateria” feita de frigideiras e baldes), e normalmente as plaquinhas pedindo dinheiro são bem criativas, ou até bastante diretas: “I just need a beer”.

De acordo com uma funcionária da escola onde estudei, a principal razão para eles estarem lá é o fato de San Francisco ser uma cidade liberal, onde os moradores toleram praticamente tudo.

A “night” de San Francisco

É bem nítida a “transformação” que acontece no final de tarde, principalmente às sextas-feiras e sábados. Dá pra perceber que não só os turistas mas os moradores locais fazem questão de sair, sempre bem vestidos, pra curtir a agitação da cidade.

Eu saí bem pouco (consegui ficar jetlegged por três semanas!), na maioria das vezes apenas pra jantar nos restaurantes do centro, e o único lugar mais agitadinho que fui foi o Cigar Bar, que tem música latina ao vivo.

E, já que eu sou mais diurna do que noturna

Eu passeei bastante, e os lugares que indico são: Golden Gate Bridge, passeio de bondinho, Fisherman’s Wharf, Pier 39 e os leõs marinhos que ficam lá em volta, Cliff House no final da tarde pra ver o pôr-do-sol, Baker beach, Alcatraz (imperdível), Twin Peaks pra ter uma “bird’s eye view” da cidade, Dolores Park, a cidade universitária de Berkeley, o Embarcadero / Port of San Francisco, Sausalito, California Academy of Sciences dentro do Golden Gate Park, Chinatown (ótimos restaurantes e lojas!) – aproveito pra agradecer ao nosso colega californiano Thomas – o que seria de mim sem meus amigos do fórum do EE? E o único passeio mais longe que fiz foi Monterey e Carmel, descendo pela costa do pacífico, vendo praias lindas de tirar o fôlego (breathtaking).

Momento puxa-saco

Aproveitando que eu tô puxando o saco da galera do fórum, numa das aulas de inglês lá nos States, o papo era sobre diferenças entre homens e mulheres e eu queria falar de machismo mas eu não sabia a palavra em inglês. Quem me salvou com a tradução? O Donay, lógico. Bastou fugir pra sala de informática e “tchanam”, lá estava – Como dizer machista em inglês. Reação da teacher gringa quando eu voltei pra sala = Oh, yes, “male chauvinist”, that’s exact the word for what we’re talking about!

Numa outra ocasião, num papo futebolístico com um professor de lá, eu precisei falar de quando um jogador é convocado pra seleção e… cadê a palavra? Só consegui explicar pra ele o que eu realmente queria dizer depois de ler esse daqui – Como dizer “Ser convocado para um time,seleção…” em inglês.

Aproveche para practicar su español

Pelo que percebi toda a Califórnia é praticamente bilíngue, principalmente nos lugares mais turísticos. Os avisos sonoros dos ônibus eram em inglês e espanhol (às vezes também em chinês), as instruções nos telefones públicos, avisos, propaganda, cardápio de restaurante… tudo nas duas línguas. E pelo tanto que eu ouvia de espanhol em tudo quanto é lugar, tenho quase certeza de que tem muito morador de San Francisco que nem sequer fala inglês.

Indicações

O site Viaje na Viagem tem uma série de artigos sobre San Francisco e redondezas, inclusive um “manual” bem detalhado e divertido sobre como comprar bilhete do sistema de metrô BART. Eu fui uma das que ficou toda atrapalhada na frente da maquininha quando precisou comprar bilhete pela primeira vez.

Muitas das pesquisas que fiz sobre San Francisco na internet também me levaram pra um blog muito completo chamado Hotel California Weblog, escrito por uma brasileira que mora em Berkeley.

And, last but not least…

Se você for a San Francisco…

  • Be sure to wear flowers in your hair (essa frase é de uma música, veja aqui);
  • Tenha uma conta no Facebook pra adicionar seus novos amigos internacionais;
  • Leve um cartão de memória gigante pra tirar muitas fotos;
  • Há quem diga que é possível deixar o coração em San Francisco, mas dá pra amenizar a depressão pós-viagem lembrando que “moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza…”

Take care you all!

Todos os artigos da série Intercâmbio nos EUA

Flávia

Flávia Magalhães

Flávia Magalhães é estudante de inglês e colabora periodicamente com artigos para o EE. Além disso ela é moderadora do Fórum do English Experts.

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