Como traduzir "A old man with an old skin", sem ofender?

"The priest came in - a gray, old man with an old skin and a bright, young eye."

Não posso dizer que um homem é um idoso de pele velha, gasta, antiga, etc, pois soaria muito mal. Então, como vocês traduziriam old skin, nesses casos?

John Steinbeck. The Pearl. Penguin Active Reading. Level 3. Pearson Education, 2007, p. 18.

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16 respostas
The priest came in - a gray, old man with an old skin and a bright, young eye.
>> O padre aproximou-se - (ele) era um idoso de pele enrugada e com olhos brilhantes, e joviais.
>> O sacerdote chegou - um homem grisalho com rugas e olhos joviais e brilhantes.
>> (E) entrou um velho enrugado com olhar bem lívido - (ele) era o clérigo.
PPAULO 6 46 1.1k
I like Ricardo´s second sentence most. If we are to use a more diplomatic way. All expressions could be used, though.
PPAULO escreveu:I like Ricardo´s second sentence most. If we are to use a more diplomatic way. All expressions could be used, though.
"If we are to use..." = "If we want to use..."? Ou foi um erro na hora de digitar?
ALBERT,

Sugiro que leia:
(1) goodreads
(2) english.stackexchange
PPAULO 6 46 1.1k
No Albert, it wasn't a wrong sentence.

As per BBC's Learning English:

We often use be to + infinitive in the if-clause in conditional sentences when talking about preconditions for something to happen.
Examples:
If we are to catch that train, we shall have to leave now.

If I were to increase my offer from five hundred to five hundred and fifty pounds, would you be interested in selling me your car then?

If we are to solve the world's pollution problems, we must address environmental issues now.


Ref. bbc.co

Indeed we even can translate into "se quisermos" plus condition... Then... (se quisermos usarmos uma forma mais diplomatica...então faremos/devemos fazer, etc.). So this form of "want" would be conditional in Portuguese, but would not express the same thing in English. Not with the intended emphasis. It would be understood in a slightly different way.

The examples provided by Ricardo, specially the ones of the StackExchange discussion, also point this out.
This is why English is beautiful, we learn something new all the time, and sometimes when we least expect it. :-)
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Ricardo F. Bernardi escreveu:ALBERT,
Sugiro que leia:
(1) goodreads
(2) english.stackexchange
Seus links não me esclareceram muita coisa, mas agradeço porque vejo que os indicou como exemplos, demonstrando que a estrutura citada realmente é utilizada com o sentido que questionei.

Obs.: "If we are to use the words ‘childish’ and ‘infantile’ as terms of disapproval, we must make sure that they refer only to those characteristics of childhood which we become better and happier by outgrowing. " <<< Ué, o correto seria justamente o contrário, não? Essas palavras citadas acabam sendo pejorativas por relacionarem coisas de adultos com coisas infantis, de uma maneira negativa. Ele diz que para assegurarmos que elas terão um sentido de desaprovação, elas devam se referir à características boas da infância.
PPAULO escreveu:Indeed we even can translate into "se quisermos" plus condition... Then... (se quisermos usarmos uma forma mais diplomatica...então faremos/devemos fazer, etc.). So this form of "want" would be conditional in Portuguese, but would not express the same thing in English. Not with the intended emphasis. It would be understood in a slightly different way.
O único ponto que não entendi é por que em português essa estrutura forma uma frase condicional, e em inglês não. As três frases que você apresentou, por exemplo, dispõem de condições necessárias para que outras coisas aconteçam.
PPAULO 6 46 1.1k
“If we are to use the words ‘childish’ and ‘infantile’ as terms of disapproval, we must make sure that they refer only to those characteristics of childhood which we become better and happier by outgrowing. Who in his sense would not keep, if he could, that tireless curiosity, that intensity of imagination, that facility of suspending disbelief, that unspoiled appetite, that readiness to wonder, to pity, and to admire?”
“Se quisermos usar as palavras 'ameninado' (de criança/acriançado) e 'infantil' como termos de desaprovação, devemos nos certificar de que eles se referem apenas àquelas características da infância que nos tornamos melhores e mais felizes com o crescimento. Quem, sensatamente não manteria se pudesse, aquela curiosidade incansável, aquela intensidade de imaginação, essa facilidade de suspender a descrença, aquele apetite inexorável, essa prontidão para admirar, sentir pena e admirar? (de acreditar no inacreditável/de acreditar em seus projetos, etc).
Essas palavras citadas acabam sendo pejorativas por relacionarem coisas de adultos com coisas infantis, de uma maneira negativa. Ele diz que para assegurarmos que elas terão um sentido de desaprovação, elas devam se referir à características boas da infância.
Não exatamente.
O que o autor faz é justamento no sentido oposto do raciocínio acima (que é a dedução que frequentemente fazemos em termos de comparação adulto-criança no contexto dado).

O que o autor quer, é que mudemos o foco, a perspectiva. Digamos que nós tenhamos um colega “que se comporta como criança”, a nossa crítica poderia ser “pelo fato de ele se achar”. Ele pensa que o mundo lhe deve apoio, tem uma ideia irrealista de si mesmo e fica frustrado quando não lhe ajudam (ou não fazem as coisas como ele pensa que deveriam).

Bom, quando o taxamos como criança chorona, ou acriançado/ameninado, etc, na verdade não estamos atacando “o fato” de “ele se achar” (e consequentemente não estamos cooperando com ele).
Primeiro, ele vai se ofender por achar que estamos “atacando ele” - ao invéz da deficiência – e de certo modo ele tem razão!

De volta à citação supra:
Ainda assim, se quisermos dizer que alguém está “agindo como criança” (ou seja, usar coisa “de criança” como termo derrogatório, devemos focar naquilo que nos torna mais felizes e melhores (com o fato de crescermos, e aqui não só fisicamente).

Quando eu digo deste colega (que citei) que ele está agindo como criança, eu estou ofendendo o meu tempo de criança e o dele também. E não é verdade que esse período seja ruim, ele faz parte da vida, é importantíssimo e tem particularidades das quais admiramos e admiraremos.
Exemplo: sorrir (pelo menos de vez em quando), ter curiosiodade em aprender novos fundamentos, se ajustar rapidamente ao meio, ser sociável (a criança faz amigos fácil, e é inclusiva com eles – na maior parte do tempo), ajudar o outro, ter um aguçado sentido de família, etc.

Agir narcisisticamente, ter uma sensação fantasiosa sobre os seus direitos, ter um ego inflado e ser hipersensível são características boas numa criança? Não. Existem crianças assim, tem. São todas? Não.
Mesmo assim, nesse momento da crítica, lembramos do tempo de criança, como se todas as crianças fossem assim (e fossem assim o tempo todo). Quando na verdade, deveríamos atacar o problema.

Você parece uma criança mimada, uma criança narcisista, uma criança que quer o bolo todo. Em vez de você é acriançado/ameninado (embora o "agindo assim" esteja implícito - só que não, nesse caso é preciso explicitar).
É como eu entendi o raciocínio do autor da citação.
PPAULO 6 46 1.1k
Ele diz que para assegurarmos que elas terão um sentido de desaprovação, elas devam se referir à características da infância que nos fazem evoluir quando as deixamos pra trás.
Ou ainda (visto por outro ângulo), aquelas que aprendemos a não usá-las no momento errado.
PPAULO 6 46 1.1k
O único ponto que não entendi é por que em português essa estrutura forma uma frase condicional, e em inglês não.

Talvez eu tenha me expressado mal desta vez, ou insuficientemente (a língua escrita tem disso, pode ter uma pequena perda de significado).
Na verdade, em português essa estrutura "funciona" como se fosse uma estrutura condicional.
Na verdade o que eu quis expressar é que o "se quiser/quisermos" etc, que podemos em português - em certos contextos - não se trata de "se".

É um "se" onde fica implícito que é um fato, algo que o autor pensa, sugere fortemente ou coisa assim.
Um fenômemo do inglês, onde um "please" pode não ser um "por favor" mas uma ordem em que o "please" significa "estou sendo educado/polido/gentil".
Mas quando usamos em português o "se quisermos" dá margem pra pensar dessa forma (condicional na acepção brasileira, grosso modo).
É um condicional mais do tipo X "condição sine qua non" para que Y seja verdadeiro. Mas já sabemos que a condição X é existente (ou "queremos" não "se queremos-se quisermos").
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PPAULO escreveu:O que o autor quer, é que mudemos o foco, a perspectiva. Digamos que nós tenhamos um colega “que se comporta como criança”, a nossa crítica poderia ser “pelo fato de ele se achar”. Ele pensa que o mundo lhe deve apoio, tem uma ideia irrealista de si mesmo e fica frustrado quando não lhe ajudam (ou não fazem as coisas como ele pensa que deveriam).

Bom, quando o taxamos como criança chorona, ou acriançado/ameninado, etc, na verdade não estamos atacando “o fato” de “ele se achar” (e consequentemente não estamos cooperando com ele).
Primeiro, ele vai se ofender por achar que estamos “atacando ele” - ao invéz da deficiência – e de certo modo ele tem razão!
Sua explicação foi muito coerente, PPAULO, e provavelmente é a mensagem que o autor queria passar. Obrigado!

No entanto, acho que esta mensagem abaixo, em negrito, poderia ter sido melhor formulada por ele; Pois, mesmo após compreender a intenção do autor, após a explicação que você me deu, ainda vejo com olhar de desaprovação a maneira pela qual ele a ilustrou. "we must make sure that they refer only to those characteristics of childhood which we become better and happier by outgrowing".
PPAULO escreveu:O único ponto que não entendi é por que em português essa estrutura forma uma frase condicional, e em inglês não.

Talvez eu tenha me expressado mal desta vez, ou insuficientemente (a língua escrita tem disso, pode ter uma pequena perda de significado).
Na verdade, em português essa estrutura "funciona" como se fosse uma estrutura condicional.
Na verdade o que eu quis expressar é que o "se quiser/quisermos" etc, que podemos em português - em certos contextos - não se trata de "se".

É um "se" onde fica implícito que é um fato, algo que o autor pensa, sugere fortemente ou coisa assim.
Um fenômemo do inglês, onde um "please" pode não ser um "por favor" mas uma ordem em que o "please" significa "estou sendo educado/polido/gentil".
Mas quando usamos em português o "se quisermos" dá margem pra pensar dessa forma (condicional na acepção brasileira, grosso modo).
É um condicional mais do tipo X "condição sine qua non" para que Y seja verdadeiro. Mas já sabemos que a condição X é existente (ou "queremos" não "se queremos-se quisermos").
Então, a expressão "If we are to..." seria equivalente há If we want to + a mensagem "é a única forma para conseguirmos"?
PPAULO 6 46 1.1k
"we must make sure that they refer only to those characteristics of childhood which we become better and happier by outgrowing".

Sure, it would be easier to us. First off, we don´t know to what audience it was intended, perhaps a more sophisticated one, or perhaps an unrefined one (more than we are). Secondly, should him not used that structure (the - if we are to...), we wouldn´t be discussing and learning from it. :-)
But I agree with you, he could put the structure to use in another opportunity, I tried to use it in more mundane comments and examples (though it´s something that one doesn´t use every day).
PPAULO 6 46 1.1k
Então, a expressão "If we are to..." seria equivalente há If we want to + a mensagem "é a única forma para conseguirmos"?
De certa forma sim, eu admito que fiquei tentado a dizer que seria o equivalente à "if we want to + the message one intent/need to convey."

Mas pode ser que sim, pode ser que não (pelo menos parcialmente). Nessa sua pergunta ainda faltou uma coisa que é "...seria equivalente à uma sugestão, ou forte sugestão?", tentando usar o recurso como uma fonte de forte poder de convencimento?"

Senão vejamos:

Ref. macmillandictionary
Used in an ‘if’ clause for suggesting a possible aim when you are saying what must happen in order to achieve it.

(usado com uma condicional com "if" para sugerir uma possível meta/um possível objetivo, etc...quando você está apontando o que se deve fazer para que o consiga (referente a conseguir o objetivo aqui).

If we are to compete successfully in world markets, we must invest more money in education and training.

Então temos duas sutilezas aqui:
1) o autor "quer que seja importante" (para você) o competir com sucesso nos mercados mundiais. Em tese, pode ou não ser importante, também pode não ser importante pra você (e sim pra ele). Mas como uma ferramenta de ênfase e de convencimento; e não é uma qualquer, é algo sutil e forte ao mesmo tempo.
Mas no final das contas é uma sugestão.
2) Poderíamos mudar este exemplo e colocar outra redação - "it is difficult to compete in the market without investing more money in education and training."
Vê a diferença? É um "se quisermos" mas não necessariamente trata-se "de ser a única forma/maneira". Apesar de, com o primeiro enunciado ser tão dramático e urgente que vai "parecer" que sim.
Se ele conseguir o efeito dramático e persuasivo, você sim pode pensar em termos de "if want...then you must" ou "...you must do something about it (right now)! (como você apontou anteriormente). Se não, será um "se você quer esse objetivo...você deve fazer tal e tal" ("deve" conselho - não coerção.) Tudo isso, aplicado ao meu exemplo. Em outros contextos pode ser "a única forma" mesmo.

Vai funcionar de acordo com o contexto.
PPAULO escreveu: De certa forma sim, eu admito que fiquei tentado a dizer que seria o equivalente à "if we want to + the message one intent/need to convey."

Mas pode ser que sim, pode ser que não (pelo menos parcialmente). Nessa sua pergunta ainda faltou uma coisa que é "...seria equivalente à uma sugestão, ou forte sugestão?", tentando usar o recurso como uma fonte de forte poder de convencimento?"

Senão vejamos:

Ref. macmillandictionary
Used in an ‘if’ clause for suggesting a possible aim when you are saying what must happen in order to achieve it.

(usado com uma condicional com "if" para sugerir uma possível meta/um possível objetivo, etc...quando você está apontando o que se deve fazer para que o consiga (referente a conseguir o objetivo aqui).

If we are to compete successfully in world markets, we must invest more money in education and training.

Então temos duas sutilezas aqui:
1) o autor "quer que seja importante" (para você) o competir com sucesso nos mercados mundiais. Em tese, pode ou não ser importante, também pode não ser importante pra você (e sim pra ele). Mas como uma ferramenta de ênfase e de convencimento; e não é uma qualquer, é algo sutil e forte ao mesmo tempo.
Mas no final das contas é uma sugestão.
2) Poderíamos mudar este exemplo e colocar outra redação - "it is difficult to compete in the market without investing more money in education and training."
Vê a diferença? É um "se quisermos" mas não necessariamente trata-se "de ser a única forma/maneira". Apesar de, com o primeiro enunciado ser tão dramático e urgente que vai "parecer" que sim.
Se ele conseguir o efeito dramático e persuasivo, você sim pode pensar em termos de "if want...then you must" ou "...you must do something about it (right now)! (como você apontou anteriormente). Se não, será um "se você quer esse objetivo...você deve fazer tal e tal" ("deve" conselho - não coerção.) Tudo isso, aplicado ao meu exemplo. Em outros contextos pode ser "a única forma" mesmo.

Vai funcionar de acordo com o contexto.
Excelente explicação, muito obrigado!
Interessante como, muitas vezes, os tópicos surgem de um assunto e depois vai gerando outras dúvidas e aprendizados complementares! =D
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PPAULO 6 46 1.1k
Sem dúvida, subtópicos podem e devem (na maioria das vezes) surgir em um post. Tal como numa conversa que toma ramificações. Quando você inicia uma conversação (até pra pedir informação) nunca se sabe quais estruturas, quais assuntos ou o que se vai aprender.
Isso é linguagem e comunicação, talvez um motivo pelo qual os alunos d´outrora aprendiam mais a nossa linguagem que hoje, começava no nome das matérias "comunicação e expressão", hoje apenas o frio e seco "português".
Assim como para aprender mais de português, a gente também tem que "comunicar", fazer o estudante "botar pra fora" suas dificuldades e lacunas. No presente caso, apenas o fato de usar uma estrutura "desconhecida" fez o aluno (você) questionar. E questionar, fazer perguntas autênticas só pode levar ao aprendizado (e um melhor aprendizado).
Eu costumo dizer que sem dúvidas não há aprendizado, e muitas vezes não sabemos que temos uma ou mais dúvidas. É por isso que gosto de passar algo para os meus filhos ou amigos, e logo após ouvirem o que digo eu peço que repitam para mim a mensagem! Às vezes acham que ouviram, que aprenderam, mas no teste...
Eu também aprendi muito assim, em outro forum eu colocava algo em inglês (o que eu achava que era a tradução/significado) e me perdia nas nuances. Melhorei um pouquinho com a ajuda de nativos que sabem português, e dos alunos mais avançados. Um dia chego lá! :-)
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