Como traduzir "A old man with an old skin", sem ofender?

Avatar do usuário Albert Rocha 450 6
"The priest came in - a gray, old man with an old skin and a bright, young eye."

Não posso dizer que um homem é um idoso de pele velha, gasta, antiga, etc, pois soaria muito mal. Então, como vocês traduziriam old skin, nesses casos?

John Steinbeck. The Pearl. Penguin Active Reading. Level 3. Pearson Education, 2007, p. 18.
MENSAGEM PATROCINADA Você sabe como está o seu nível de inglês? Teste agora GRÁTIS em apenas alguns minutos.

Clique aqui para iniciar o Teste Online!
Avatar do usuário Ricardo F. Bernardi 11050 19 220
The priest came in - a gray, old man with an old skin and a bright, young eye.
>> O padre aproximou-se - (ele) era um idoso de pele enrugada e com olhos brilhantes, e joviais.
>> O sacerdote chegou - um homem grisalho com rugas e olhos joviais e brilhantes.
>> (E) entrou um velho enrugado com olhar bem lívido - (ele) era o clérigo.
Avatar do usuário PPAULO 45365 6 35 800
I like Ricardo´s second sentence most. If we are to use a more diplomatic way. All expressions could be used, though.
Avatar do usuário Albert Rocha 450 6
PPAULO escreveu:I like Ricardo´s second sentence most. If we are to use a more diplomatic way. All expressions could be used, though.

"If we are to use..." = "If we want to use..."? Ou foi um erro na hora de digitar?
Avatar do usuário Ricardo F. Bernardi 11050 19 220
Avatar do usuário PPAULO 45365 6 35 800
No Albert, it wasn´t a wrong sentence.

As per BBC's Learning English:

We often use be to + infinitive in the if-clause in conditional sentences when talking about preconditions for something to happen.
Examples:
If we are to catch that train, we shall have to leave now.

If I were to increase my offer from five hundred to five hundred and fifty pounds, would you be interested in selling me your car then?

If we are to solve the world's pollution problems, we must address environmental issues now.


http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/youmeus/learnit/learnitv103.shtml

Indeed we even can translate into "se quisermos" plus condition... Then... (se quisermos usarmos uma forma mais diplomatica...então faremos/devemos fazer, etc.). So this form of "want" would be conditional in Portuguese, but would not express the same thing in English. Not with the intended emphasis. It would be understood in a slightly different way.

The examples provided by Ricardo, specially the ones of the StackExchange discussion, also point this out.
This is why English is beautiful, we learn something new all the time, and sometimes when we least expect it. :-)
Avatar do usuário Albert Rocha 450 6

Seus links não me esclareceram muita coisa, mas agradeço porque vejo que os indicou como exemplos, demonstrando que a estrutura citada realmente é utilizada com o sentido que questionei.

Obs.: "If we are to use the words ‘childish’ and ‘infantile’ as terms of disapproval, we must make sure that they refer only to those characteristics of childhood which we become better and happier by outgrowing. " <<< Ué, o correto seria justamente o contrário, não? Essas palavras citadas acabam sendo pejorativas por relacionarem coisas de adultos com coisas infantis, de uma maneira negativa. Ele diz que para assegurarmos que elas terão um sentido de desaprovação, elas devam se referir à características boas da infância.
Avatar do usuário Albert Rocha 450 6
PPAULO escreveu:Indeed we even can translate into "se quisermos" plus condition... Then... (se quisermos usarmos uma forma mais diplomatica...então faremos/devemos fazer, etc.). So this form of "want" would be conditional in Portuguese, but would not express the same thing in English. Not with the intended emphasis. It would be understood in a slightly different way.

O único ponto que não entendi é por que em português essa estrutura forma uma frase condicional, e em inglês não. As três frases que você apresentou, por exemplo, dispõem de condições necessárias para que outras coisas aconteçam.
Avatar do usuário PPAULO 45365 6 35 800
“If we are to use the words ‘childish’ and ‘infantile’ as terms of disapproval, we must make sure that they refer only to those characteristics of childhood which we become better and happier by outgrowing. Who in his sense would not keep, if he could, that tireless curiosity, that intensity of imagination, that facility of suspending disbelief, that unspoiled appetite, that readiness to wonder, to pity, and to admire?”


“Se quisermos usar as palavras 'ameninado' (de criança/acriançado) e 'infantil' como termos de desaprovação, devemos nos certificar de que eles se referem apenas àquelas características da infância que nos tornamos melhores e mais felizes com o crescimento. Quem, sensatamente não manteria se pudesse, aquela curiosidade incansável, aquela intensidade de imaginação, essa facilidade de suspender a descrença, aquele apetite inexorável, essa prontidão para admirar, sentir pena e admirar? (de acreditar no inacreditável/de acreditar em seus projetos, etc).

Essas palavras citadas acabam sendo pejorativas por relacionarem coisas de adultos com coisas infantis, de uma maneira negativa. Ele diz que para assegurarmos que elas terão um sentido de desaprovação, elas devam se referir à características boas da infância.

Não exatamente.
O que o autor faz é justamento no sentido oposto do raciocínio acima (que é a dedução que frequentemente fazemos em termos de comparação adulto-criança no contexto dado).

O que o autor quer, é que mudemos o foco, a perspectiva. Digamos que nós tenhamos um colega “que se comporta como criança”, a nossa crítica poderia ser “pelo fato de ele se achar”. Ele pensa que o mundo lhe deve apoio, tem uma ideia irrealista de si mesmo e fica frustrado quando não lhe ajudam (ou não fazem as coisas como ele pensa que deveriam).

Bom, quando o taxamos como criança chorona, ou acriançado/ameninado, etc, na verdade não estamos atacando “o fato” de “ele se achar” (e consequentemente não estamos cooperando com ele).
Primeiro, ele vai se ofender por achar que estamos “atacando ele” - ao invéz da deficiência – e de certo modo ele tem razão!

De volta à citação supra:
Ainda assim, se quisermos dizer que alguém está “agindo como criança” (ou seja, usar coisa “de criança” como termo derrogatório, devemos focar naquilo que nos torna mais felizes e melhores (com o fato de crescermos, e aqui não só fisicamente).

Quando eu digo deste colega (que citei) que ele está agindo como criança, eu estou ofendendo o meu tempo de criança e o dele também. E não é verdade que esse período seja ruim, ele faz parte da vida, é importantíssimo e tem particularidades das quais admiramos e admiraremos.
Exemplo: sorrir (pelo menos de vez em quando), ter curiosiodade em aprender novos fundamentos, se ajustar rapidamente ao meio, ser sociável (a criança faz amigos fácil, e é inclusiva com eles – na maior parte do tempo), ajudar o outro, ter um aguçado sentido de família, etc.

Agir narcisisticamente, ter uma sensação fantasiosa sobre os seus direitos, ter um ego inflado e ser hipersensível são características boas numa criança? Não. Existem crianças assim, tem. São todas? Não.
Mesmo assim, nesse momento da crítica, lembramos do tempo de criança, como se todas as crianças fossem assim (e fossem assim o tempo todo). Quando na verdade, deveríamos atacar o problema.

Você parece uma criança mimada, uma criança narcisista, uma criança que quer o bolo todo. Em vez de você é acriançado/ameninado (embora o "agindo assim" esteja implícito - só que não, nesse caso é preciso explicitar).
É como eu entendi o raciocínio do autor da citação.
MENSAGEM PATROCINADA Há quanto tempo você estuda inglês? Já passou por sua cabeça que você pode estar estudando de uma forma que dá pouco ou quase nenhum resultado? Que tal fazer um intensivo de inglês de 180 dias e recuperar o tempo perdido? Em 6 meses você pode elevar o seu inglês a um novo patamar.

Clique aqui para conhecer o curso!
Avatar do usuário PPAULO 45365 6 35 800
Ele diz que para assegurarmos que elas terão um sentido de desaprovação, elas devam se referir à características da infância que nos fazem evoluir quando as deixamos pra trás.
Ou ainda (visto por outro ângulo), aquelas que aprendemos a não usá-las no momento errado.