Discussão: A gramática não te levará à terra prometida

Avatar do usuário Henry Cunha 9960 2 17 177
Na minha opinião, a gramática (ou o estudo analítico do inglês) não merece mais do que uma hora para cada dez horas tentando melhorar sua fluência através da leitura, do ouvir, do escrever, e do conversar em inglês, sem nada mais do que um enfoque em qualquer assunto de interesse. Quase tudo que você vai adquirir de fluência será por osmóse, e não pela análise ou memorização. Você nem vai saber o que sabe, ou o por quê de alguma estrutura, até a hora em que a emprega sem mais nem menos, e aí ficará até surpreso (ou nem perceberá) o seu sucesso.

A gramática é retrospectiva, um gigantesco compêndio de regras e regrinhas pra amargar a sua vida. A aquisição é prospectiva, como quem mina por ouro, indo aqui e ali, oportunamente revirando pedras e solo. O geólogo carrega a picareta o tempo todo, olhando pro chão, e de vez em quando tira o manual de geologia do bolso de trás pra constatar quaslquer coisa. Mas não tem ouro no manual.

Minha receita: dez horas mexendo com a língua pra cada hora tentando distilar a coisa.

Your opinion? What`s your recipe?
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Avatar do usuário Donay Mendonça 49070 21 73 1138
Henry,

Concordo bastante com o que você disse. Porém, minha proporção seria 25% de gramática. Uma boa explicação gramatical pode melhorar a fluência bastante. Mas, deve-se ter cuidado: ensinar gramática por ensinar não ajuda mesmo. A dica é: explicar o tópico e partir para o treino com o 'speaking'.
Avatar do usuário jackmorais 140 2
Concordo com o donay, gramática deveria ser 25% do estudo. É boa para o writing e para o reading. Inglês é um idioma em que um auxiliar fica na frente do sujeito numa pergunta, por exemplo. Diferente do português. A gramática lhe ensina a entender a língua inglesa. Já a fala, a outra dicotomia de um processo de comunicação, deveria vir do reading em voz alta, ou seja, junto do speaking. Também usando 25% do tempo de estudo para cada. E os 25% finais para o listening. Essas duas habilidades, speaking e listening servem à fala, que é diferente da língua.

Experiência própria: todas as pessoas que conheci, que eram quase que totalmente contra o estudo da gramática, cometiam erros banais e até grosseiros, como não diferenciar "every day" de "everyday". Seria o mesmo que um estrangeiro aprender o português mas achar que está correto falar "eu amo ela". Você entende, objetivo final da fala, mas de acordo com a língua, está errado. Além de soar feio.

Em média, o americano estuda a língua inglesa dos 7 aos 17 anos. Brasileiros podem fazer o mesmo estudo em 2,5 anos. Ainda assim é vantajoso, embora trabalhoso. Mas cursos de inglês que só explicam uma matéria e passam exercícios escritos prestam um desserviço ao ensino. Além de desestimular o estudante.
Acho q o estudo excessivo de gramática não é muito bom se o objetivo for atingir fluência... Língua não é uma ciência exata, se vc ficar pensando em regras toda hora vai falar super devagar e sem confiança, toda hora analizando se está correto. Input de inglês correto é importante, afinal se vc aprendeu certo, vai falar e escrever certo.
Avatar do usuário Henry Cunha 9960 2 17 177
O ser humano já nasce configurado para perceber modelos, moldes, padrões, estruturas que podem ser reproduzidas. É isso o que o gramático faz profissionalmente, preenchendo um quadro estabelecido. É isso também o que uma criança faz praticamente, sem nem saber o significado da palavra gramática. A aquisição de um idioma, ao contrário da descrição de como ele funciona, é um processo muito intuitivo e acumulativo.

O gramático diz que em inglês a norma é o auxiliar preceder o sujeito na interrogativa, como disse o Jack. Aí o estudante fixado na regra acha muito estranho quando ouve

--You took the train to come here? The bus schedule wasn`t good? You told us you were coming by train?

e assim por diante. É claro, existe aquela norma, mas existem outras também, dependendo do contexto, do nível de língua, etc. São coisas inexplicáveis até se tornarem simples, porque "todo mundo sabe" que existe pergunta real e existe pergunta que não é realmente pergunta, mas sim conversa, né?

Elaborando no meu primeiro post, adiciono alguns conselhos:

1. Para o iniciante sério, adote um programa de aprendizado bem sistemático. Preste atenção a todas as modalidades: escutar, falar, ler, e escrever. Adote qualquer programa impresso que desenvolva essas modalidades em conjunto. Mas, por exemplo, não leia (em silencio ou voz alta) o que não ouviu. Acho que ter um bom professor logo de início manterá você longe de vários problemas sérios que se acumulam.

2. Para quem já tem uma base, não deixe de trabalhar com o ouvido, seguindo textos. Duas coisas. Uma é que certos sons em inglês você não vai discernir bem, por não existirem em português. Outra é que o inglês é infâme pela falta de foneticismo. Demora para saber decifrar, falando, o que se vê escrito. Você acaba criando uma outra língua falada, sem querer. Procure conversar com nativos utilisando tópicos bem enfocados, onde o contexto dá bastante apoio ao entendimento e desenvolvimento de estruturas convencionais. Seja o seu próprio gramático, mas sem muito esforço analítico.

3. Para quem já está bem avançado, obviamente você já demonstrou capacidade de aprender. Meu grande conselho: pergunte a vários nativos, inclusive bons professores, para fazerem um apegado das áreas em que a sua fluência ainda está limitada. Posso garantir, por exemplo, que uma das áreas será "accent reduction", um tipo de treinamento bem específico com resultados excelentes. Sei disso por conhecer inúmeros brasileiros residentes no Canadá, que têm ótimo conhecimento do inglês, mas que não superaram obstáculos para se expressarem bem oralmente.

Just some thoughts I hope you'll find helpful. Comments are welcome!
Avatar do usuário Lucas PAYNE 260 7
Primeiro aprenda a língua depois estude ela.
É verdade, gramatica é o que ensinam nesses cursinhos de ingles, ao inves de fazer uma imersão melhor na lingua, gramatica é tão decorativa e aprendida por exercícios que deveria ser feito em casa e nos cursos a prática.

Mas a pessoa só aprende a falar errado dando enfâse a speak se ela ficar treinando com inglês informal demais.
Avatar do usuário Flavia.lm 3885 1 9 86
Acabei de reler o tópico inteiro e cheguei à conclusão de que eu vejo a coisa de outra forma: eu aprendi inglês na Fisk, ou seja, eu aprendi primeiro gramática. E não achei ruim, não.
Acho lindo que as crianças de hoje em dia já aprendam inglês no maternal, da mesma forma natural que irão aprender português. Mas muita gente só passa a ter contato com a língua depois de adulto, e será que a coisa funciona da mesma forma? Por isso, não acho legal estabelecer, de forma geral, como se fosse aplicável para qualquer pessoa, uma proporção de tempo dedicado à gramática x tempo dedicado à prática do idioma. Tudo depende da maturidade do aluno, do conhecimento prévio que ele já tem, da exposição que sofre em relação ã língua, da noção de comunicação que ele tem sobre a língua nativa dele, etc. Eu acho muito mais vantajoso mesclar MUITA GRAMÁTICA x pouco treino no início dos estudos, e ir invertendo gradativamente, de acordo com o desenvolvimento da pessoa. É mais fácil corrigir o "nós vai" de um homem de 40 anos "fluente" em português, ou da criança de 6 aninhos que ainda está sendo alfabetizada?
Eu concordo com você, Flavia.lm!

A gramática é super importante, na minha opinião.

Eu fixo muito mais na minha cabeça como se constrói uma frase, em qualquer situação que seja, vendo na gramática como funciona do que lendo/ouvindo alguém usar.

A questão não é memorizar a gramática, e sim procurar entendê-la.

É claro que se você se foca muito em uma coisa só, outras áreas do aprendizado ficam para trás. Mas acho sim super válido estudar bastante a gramática.

Mas é nessas divergências de opinião é que a gente percebe como cada um tem um jeito próprio de estudar. Eu acho que, quase com certeza, que ninguém estuda igual a ninguém, e que no entanto todo mundo é capaz de chegar a um nível excelente de aprendizado e uso da língua!
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Eu penso pouco diferente. Eu acho que modo de aprendizado (diferente do aprendiado em si) pode ser qualificado, mas não quantificado. Isso porque esses valores variam de pessoa para pessoa (algumas pessoas conseguem captar gramática facilmente sem nem perceberem quando estão lendo, equanto outras não conseguem aprender rapidamente mesmo quando estão estudando a gramática). Além disso varia também de acordo com o método e o meio. Se o estudo se dá mais por listening, a gramática é menos abordada do que ler um artigo científico, onde as estruturas são bastante formais e o estudante consegue rever as passagens mais facilmente (conseguem notar mais facilmente a estrutura).

No meu caso, eu estudo gramática mais básica no curso que faço, onde estou no advanced level. Mas esses advanced levels que existem nos cursos não são puxados quanto realmente deveriam ser, entendo eu. Então eu encontrei um livro da Oxford, que sem querer fazer publicidade (é minha intensão ajudar pois realmente o livro é sensacional), o nome é English Practical Usage, e leio sempre que posso. Ele foi feito para pessoas que estudam ingles como segunda lingua, nível intermediário e avançado. A diferença é que este livro ensina TUDO em quando se pode usar ou não as palavras chaves do ingles. Vale a pena comprar. Melhor livro de inglês que ja vi. O resto de meu aprendizado é com flashcards e listening e muita muita leitura.