Como perceber se alguém sabe realmente o inglês?

Estudo Inglês aproximadamente 3 anos, e gostaria muito de dicas de como reconhecer quando você conversa com algum Brasileiro, via chat de relacionamento, ou algum amigo seu metido a falar Inglês se realmente a pessoa entende (um pouco) ou se a pessoa está usando o oráculo (Google tradutor) para fingir que sabe o básico do idioma.

O Google tradutor melhorou muito, acredito que cada dia que passa ele fica mais "completo", contudo não é perfeito.

Acredito que só pela gramatica, que uma pessoa usa na NET é possível saber se tem conhecimento no idioma ou não?

Pessoal, gostaria muito mesmo de dicas.

Desde já agradeço.

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Avatar do usuário Redseahorse 7380 1 13 132
Amigão,

Esta é uma pergunta cuja resposta é ampla e pode ser inexata, para estudantes com níveis de conhecimento da língua até os primeiros níveis do "avançado", é bem complicado definir se o interlocutor possui ou não "conhecimento" da língua; Sobretudo quando se trata de uma comunicação virtual escrita. Na outra mão, para os falantes nativos ou não nativos fluentes, cuja proficiência linguistica, supõe-se seja muito melhor, isto é algo extremamente facil de ser identificado!

Todavia, encontre abaixo algumas dicas que poderão ajuda-lo:

* Tempo de retorno das mensagens (a demora pode ser indicador);
* Uso de vocabulário e estruturas línguisticas "não naturais";
* Linguagem que indique tradução literal não possível ou necessária, tradução "ao pé da letra";
* Uso de linguagem formal desnecessária;
* Uso de linguagem cuja sintaxe lembre estrofes de um livro;
* Uso de linguagem básica e limitada, com palavras e estruturas já conhecidas.

Senta a lenha!
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Avatar do usuário gian2hard 2270 1 7 50
Pra complementar, vou postar abaixo a tradução parcial de um artigo que explica os erros mais comuns feitos por falantes de Português.

"Escrevendo artigos científicos como um falante nativo de Inglês: as dez melhores dicas para falantes de Português."

A tradução está meio jeca pois estou sem tempo mas o artigo tem umas dicas muito boas.

Marlow, M. A. (2014). Writing scientific articles like a native English speaker: top ten tips for Portuguese speakers. Clinics, 69(3), 153–157.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3935133/

Tradução:

1. Evite começar frases com "It is.."

Em Português, frases que se servem para dar ênfase normalmente começam como:

“É importante…”, “Também é muito comum…”, “Há pouca atenção…”

Muitas pessoas traduzem estas frases diretamente do Português como:

“It is important…”, “Also, it is very common…”, “There is little attention…”

Embora essas frases sejam gramaticalmente corretas, elas são "fracas" e um tanto juvenil na estrutura e.g. (“The book is on the table”). Uma ou duas dessas frases por seção pode até não ser ruim, mas usar esta estrutura repetidamente pode diminuir a maturidade percebida de seu trabalho.

Estas frases quase sempre podem ser reformuladas

Examplo 1:

Portuguese: “É importante destacar os trabalhos mais recentes que…”

Inglês fraco:: “It is important to highlight the most recent works that…”

Inglês forte: “The most recent works that (…) are important to highlight.”

Examplo 2:

Português: “Há pouca atenção dada ao evento.”

Inglês fraco: “There is little attention given to the event.”

Inglês forte: “Little attention is given to the event.”

2. Saiba quando usar "the"; tente removê-lo a partir do início da frase e incluí-lo apenas quando referindo-se a eventos / objetos / pessoas específicas

Por exemplo, veremos algumas frases em Português que começam com “O”, “Os”, “A” or “As”

“As células foram plaqueadas…”

A tradução para o Inglês ficaria:

“The cells were plated…”

Especificamente para a escrita científica, "The" pode ser removido para soar mais profissional.

“Cells were plated…”

No entanto, você deve adicionar "the" a uma frase quando se refere a pessoas específicas, lugares, eventos ou populações. Esses tipos de erros geralmente resultam do uso incorreto de "de", "da" ou "do" em Português, de modo que o uso de "The" na frase aqui iria depender muito do contexto do parágrafo:

“…que ocasionou grande fluxo de populações humanas para a região.” (referring to a specific event in time)

“…which caused large influx of human populations to the region.”

“…which caused the large influx of human populations to the region.”

3. Remove “that”!

This is a very common style issue made by native English speakers and is a quick way to not only write in English but also to write well in English.
Esta é uma questão de estilo muito comum usada por falantes nativos de inglês e é uma maneira rápida, não só para escrever em Inglês, mas também para escrever bem em Inglês.

“That” deve ser utilizado apenas no início de uma cláusula dependente ou ao descrever um sujeito / substantivo:

“Os resultados mostraram que muitas pessoas gostam de frutas.”

Traduzida diretamente, falantes de português normalmente se sentem mais confortável deixando o "that" na sentença.

“The results showed that many people like fruits.”

Se você tirar o “that”, o significado da frase não muda, the meaning of the phrase does not change, e a frase não é quebrada por um "respiro" quando você lê a em voz alta frase:

“The results showed many people like fruits.”

Leia ambas as frases em voz alta. Você pode ouvir como "that" pode quebrar uma frase e como não flui tão bem?

No entanto, você precisa usar o "that " em outras situações:

“Os resultados que foram encontrados nesse estudo mostraram que muitas pessoas gostam de frutas.”

“The results that were found in this study showed many people like fruits.”

Here are some words that are frequently used in the scientific literature that commonly do not need to be followed by “that”:
Abaixo estão algumas palavras que são frequentemente utilizadas na literatura científica e que normalmente não precisam ser seguidas pelo "that":

Suggest or suggested (sugere que ou sugerido que)

Observed (observamos que ou foi observado que)

Found or was found (encontramos que ou foi encontrado que)

Show or shown (mostramos que ou foi mostrado que)

Is important (é importante que)

Highlight (destacamos que)

...

Mais dicas no artigo origina, infelizmente estou sem tempo para traduzir o artigo inteiro.
Avatar do usuário PPAULO 35960 4 32 631
As duas respostas anteriores dizem tudo, ou quase. Sempre tem alguma coisinha, e alguém vai complementando.
A questão do chat é meio complicada, pois geralmente não se aprende no chats, se treina neles.
Uma boa parte de chats que existem por aí tem um bom número de estudantes que não tem o conhecimento necessário e estão lá pra se comunicar; com o que se tem, com gírias, com abreviações tais como NE1 (anyone) RESQ (rescue) GR8T (great), etc.
Existem até chats que se você começa a usar gramática padrão, eles vão começar a dar conselho dizendo que você está perdendo tempo ali (pois está no meio de pessoas com inglês abaixo da média, algumas vezes propositalmente, outra não).
Ou dirão que você está usando um inglês "bookish" (awkward to them), você é um tanto quanto pedante.
Além do mais há certas "inside jokes", uma vez entrei num chat americano (AOL, quando tinha no Brasil), era tarde e tinha poucas pessoas (um "clique"), perguntei '"what´s up?"

Eles responderam, the sky, the planes, the heavens...
Pelo menos aprendi algo, que se pode fazer piada com "what´s up?".