Como aprendo inglês
Boa noite, prezados amigos do EE.
Primeiramente, parabenizo os moderadores pelo site. Sempre que posso, recomendo. Venho há muito tempo visualizando as dicas dos companheiros aqui, mas nunca me pronunciei. Assim, gostaria de explanar um pouco sobre mim e, quem sabe, solucionar algumas dúvidas.
((SE VOCÊ NÃO ESTIVER DISPOSTO A LER UM TEXTO TÃO GRANDE DE UM DESCONHECIDO, DESÇA E LEIA APENAS O FINAL...))
Como a maioria dos casos, o meu contato com a língua inglesa deu-se inicialmente no colegial, quando com muito esforço tentava aprender o verbo To Be. De forma alguma me identifiquei com a língua. Não sei se por estudar em escola pública ou pela professora estar grávida (não apresentando um bom humor para lecionar) ou se por desinteresse mesmo.
Passados alguns anos, pude experimentar o que de fato é perder uma oportunidade na vida por não ter o domínio da língua. Em 2004, quando estava prestes a me formar no curso técnico de Produção de Petróleo e Gás no CEFET-SE, fui informado que estavam abertas inscrições para trabalhar nos campos de petróleo no Iraque, durante a reconstrução daquele país, logo após a operação “Tempestade no Deserto”. O trabalho era em turno de revezamento e o salário, algo em torno de US$ 1.000,00 por dia era muito convidativo. Como eu estava me formando, o único requisito que precisava ter era a fluência no inglês. Desabaram os meus castelos e todos os planos de independência financeira (para alegria de minha mãe).
Naquele mesmo ano, chamei um colega deste curso e fechamos um pacote para estudar durante sete meses no Yazigi. Estudamos o primeiro semestre, com duas aulas por semana e no sétimo mês, julho, estudamos duas horas por dia. Naquele tempo, eu tinha a errônea noção de que aquelas três horas semanais seriam suficientes para que meu inglês tivesse um upgrade. Ledo engano. Com meu descontentamento, passar-se-iam mais dois anos enquanto que neste ínterim, o meu inglês enferrujava.
Já em 2006, comecei a estudar inglês como um EE de fato, apesar de ainda não ter conhecimento do site. Matriculei-me na Englishtown e gostei muito. Mas acredito que ainda poderia ter uma dedicação maior ao estudo da língua e que aquelas quatro horas diárias que eu dedicadamente passava à frente do PC eram insuficientes. Eu estava viciado.
Naquele ano, fui convocado para trabalhar no Banco do Nordeste, em uma cidade do interior de Sergipe, distante 128 km de minha casa. Poxa! Concurso federal é outra coisa. “Boca de forno, forno”. Aluguei uma casinha ali, mas ainda não tinha o principal para o meu aprendizado: a conexão banda larga. Novamente, abandonei os estudos.
Hoje, quatro anos depois, ainda estou aqui. Faço faculdade de Ciências Contábeis e depois da “Convergência Contábil aos Padrões Internacionais” vi-me numa situação de obrigatoriedade em recomeçar os estudos lingüísticos e, desta vez, só parar quando estiver fluente. Ou melhor, não parar mais nunca. Decidi obter certo domínio do inglês até a minha formatura daqui a dois anos e meio (se eu não reprovar, rs). Aprecio o espanhol e o russo, mas estes serão estudados em médio prazo.
Após decidir que vou continuar a aprender inglês, a primeira coisa que fiz foi providenciar uma conta de e-mail só para este fim (por precaução, já fiz isso com os outros dois idiomas também). Daí, foi questão de tempo para encontrar o site EE. Devorei-o. Assinei o feed, li as dicas do fórum e me apaixonei pelo modo como a Flávia explica as coisas.
Tenho procurado exaustivamente um modo como aprender inglês sozinho. Depois que encontrei o site, fui convencido de que muito mais do que um bom método é a motivação para estudar e que qualquer que seja o material, este é por mim considerado apenas como uma ferramenta de auxílio. Estou no nível Elementar chegando ao pré-intermediário. Tenho muito o que aprender e gostaria das dicas de vocês!!!
((... ABAIXO, SEGUE UM MODELO DA MINHA ROTINA DE ESTUDOS)).
1 – Adquiri o dicionário Longman e o consulto sempre quando não entendo alguma palavra, e somente depois de consultar o meu outro dicionário Inglês – Inglês;
2 – Também tenho em mãos a “Essential Grammar in Use” e o “English Vocabulary in use”, ambos materiais do nível Elementary e que eu os alterno diariamente;
3 – Sou evangélico e leio e ouço a bíblia em inglês todos os dias durante cerca de quarenta minutos. Faço uma relação de palavras desconhecidas e volto ao item 1;
4 – Assinei alguns feed’s da BBC e sempre que há atualizações eu baixo aqueles Podcasts;
5 – Me inscrevi no Livemocha.com mas não me empolguei tanto. Parece que tem mais graça ajudar as pessoas a falar português do que aprender de fato inglês. Isto de certa forma foge ao meu objetivo. Mas, estou prosseguindo com os cursos gratuitos;
6 – Aos sábados, assisto a algumas dessas sitcom’s (friends, smallwille) e pratico, de forma divertida, o meu listen. Porém, ainda não consigo assistir sem as legendas em inglês. E se há algumas palavras ou expressões que eu não entendo (como “You’re gonna like it”), retorno ao item 1;
7 – Ouço todos os dias os podcasts do Dr. Jeff McQuillan durante no mínimo duas horas. Toda manhã, tomo “English Café” e sempre repito o mesmo episódio. De início, dou uma olhada no título e nas palavras chave. Tento assimilar o que é dito pelo professor da beautiful California. Durante o almoço, levo em mãos o Learning Guide do episódio e verifico se consegui assimilar substancialmente as palavras. As que não conheço, volto a praticar o item 1.
Não quero ser mal compreendido neste sentido, mas abro um parágrafo neste relato para discordar do Alessandro, quando diz que os podcasts do ESLPOD.com são para pessoas de nível intermediário. Não me encontro num nível intermediário, mas, devido ao teacher speak slowly, boa parte do que é dito eu posso entender, mas não compreender. Diferentemente da maioria que eu conheço, o meu listen é razoavelmente bom. Quando o Jeff fala alguma frase, posso até mesmo, dependendo da dificuldade, repeti-la perfeitamente, desconhecendo seu conteúdo e como escrevê-la. O que falta para mim é um vocabulário básico.
Após alguns meses me dedicando desta forma, percebo o meu inglês evoluindo ao longo deste período. Talvez seja porque eu estou de fato com este objetivo em mente: falar inglês fluentemente. As cinco horas diárias (incluindo os podcasts) que me permito imergir no inglês estão consumindo minha sede de aprender outro idioma. Acho que vim com muita sede ao pote. Hoje já consigo sonhar em inglês. Às vezes, falo com as pessoas neste idioma e não no nativo e isso me deixa confuso. Parece que estou ficando louco.
O que sinto falta é de um norteador que me diga o que devo, ou não, fazer para melhorar o meu aprendizado. Já tentei adquirir o Rosseta Stone, mas só encontro o software na versão pirata. E assim eu não compro.
Veio a idéia de novamente participar da Englishtown. Esta, sim, acredito eu, poderia me nortear. Conversei com Rosângela – consultora da escola – e o pacote que eu me interessei ficou em torno de R$ 2.028,00 para 14 meses de estudo, estando inclusas neste preço 36 aulas particulares. Graças a Deus, dinheiro não é problema pra mim (a Deus seja a Glória) e eu estou seriamente pensando em realizar este curso.
Peço aos amigos que avaliem o meu método de estudos, critiquem os meus apontamentos e me dêem um feedback quanto à Englishtown. Faço questão de ler um comentário da Flávia. Peço desculpas pelo tamanho do texto, mas esta foi a forma resumida que eu encontrei para me expressar.
Primeiramente, parabenizo os moderadores pelo site. Sempre que posso, recomendo. Venho há muito tempo visualizando as dicas dos companheiros aqui, mas nunca me pronunciei. Assim, gostaria de explanar um pouco sobre mim e, quem sabe, solucionar algumas dúvidas.
((SE VOCÊ NÃO ESTIVER DISPOSTO A LER UM TEXTO TÃO GRANDE DE UM DESCONHECIDO, DESÇA E LEIA APENAS O FINAL...))
Como a maioria dos casos, o meu contato com a língua inglesa deu-se inicialmente no colegial, quando com muito esforço tentava aprender o verbo To Be. De forma alguma me identifiquei com a língua. Não sei se por estudar em escola pública ou pela professora estar grávida (não apresentando um bom humor para lecionar) ou se por desinteresse mesmo.
Passados alguns anos, pude experimentar o que de fato é perder uma oportunidade na vida por não ter o domínio da língua. Em 2004, quando estava prestes a me formar no curso técnico de Produção de Petróleo e Gás no CEFET-SE, fui informado que estavam abertas inscrições para trabalhar nos campos de petróleo no Iraque, durante a reconstrução daquele país, logo após a operação “Tempestade no Deserto”. O trabalho era em turno de revezamento e o salário, algo em torno de US$ 1.000,00 por dia era muito convidativo. Como eu estava me formando, o único requisito que precisava ter era a fluência no inglês. Desabaram os meus castelos e todos os planos de independência financeira (para alegria de minha mãe).
Naquele mesmo ano, chamei um colega deste curso e fechamos um pacote para estudar durante sete meses no Yazigi. Estudamos o primeiro semestre, com duas aulas por semana e no sétimo mês, julho, estudamos duas horas por dia. Naquele tempo, eu tinha a errônea noção de que aquelas três horas semanais seriam suficientes para que meu inglês tivesse um upgrade. Ledo engano. Com meu descontentamento, passar-se-iam mais dois anos enquanto que neste ínterim, o meu inglês enferrujava.
Já em 2006, comecei a estudar inglês como um EE de fato, apesar de ainda não ter conhecimento do site. Matriculei-me na Englishtown e gostei muito. Mas acredito que ainda poderia ter uma dedicação maior ao estudo da língua e que aquelas quatro horas diárias que eu dedicadamente passava à frente do PC eram insuficientes. Eu estava viciado.
Naquele ano, fui convocado para trabalhar no Banco do Nordeste, em uma cidade do interior de Sergipe, distante 128 km de minha casa. Poxa! Concurso federal é outra coisa. “Boca de forno, forno”. Aluguei uma casinha ali, mas ainda não tinha o principal para o meu aprendizado: a conexão banda larga. Novamente, abandonei os estudos.
Hoje, quatro anos depois, ainda estou aqui. Faço faculdade de Ciências Contábeis e depois da “Convergência Contábil aos Padrões Internacionais” vi-me numa situação de obrigatoriedade em recomeçar os estudos lingüísticos e, desta vez, só parar quando estiver fluente. Ou melhor, não parar mais nunca. Decidi obter certo domínio do inglês até a minha formatura daqui a dois anos e meio (se eu não reprovar, rs). Aprecio o espanhol e o russo, mas estes serão estudados em médio prazo.
Após decidir que vou continuar a aprender inglês, a primeira coisa que fiz foi providenciar uma conta de e-mail só para este fim (por precaução, já fiz isso com os outros dois idiomas também). Daí, foi questão de tempo para encontrar o site EE. Devorei-o. Assinei o feed, li as dicas do fórum e me apaixonei pelo modo como a Flávia explica as coisas.
Tenho procurado exaustivamente um modo como aprender inglês sozinho. Depois que encontrei o site, fui convencido de que muito mais do que um bom método é a motivação para estudar e que qualquer que seja o material, este é por mim considerado apenas como uma ferramenta de auxílio. Estou no nível Elementar chegando ao pré-intermediário. Tenho muito o que aprender e gostaria das dicas de vocês!!!
((... ABAIXO, SEGUE UM MODELO DA MINHA ROTINA DE ESTUDOS)).
1 – Adquiri o dicionário Longman e o consulto sempre quando não entendo alguma palavra, e somente depois de consultar o meu outro dicionário Inglês – Inglês;
2 – Também tenho em mãos a “Essential Grammar in Use” e o “English Vocabulary in use”, ambos materiais do nível Elementary e que eu os alterno diariamente;
3 – Sou evangélico e leio e ouço a bíblia em inglês todos os dias durante cerca de quarenta minutos. Faço uma relação de palavras desconhecidas e volto ao item 1;
4 – Assinei alguns feed’s da BBC e sempre que há atualizações eu baixo aqueles Podcasts;
5 – Me inscrevi no Livemocha.com mas não me empolguei tanto. Parece que tem mais graça ajudar as pessoas a falar português do que aprender de fato inglês. Isto de certa forma foge ao meu objetivo. Mas, estou prosseguindo com os cursos gratuitos;
6 – Aos sábados, assisto a algumas dessas sitcom’s (friends, smallwille) e pratico, de forma divertida, o meu listen. Porém, ainda não consigo assistir sem as legendas em inglês. E se há algumas palavras ou expressões que eu não entendo (como “You’re gonna like it”), retorno ao item 1;
7 – Ouço todos os dias os podcasts do Dr. Jeff McQuillan durante no mínimo duas horas. Toda manhã, tomo “English Café” e sempre repito o mesmo episódio. De início, dou uma olhada no título e nas palavras chave. Tento assimilar o que é dito pelo professor da beautiful California. Durante o almoço, levo em mãos o Learning Guide do episódio e verifico se consegui assimilar substancialmente as palavras. As que não conheço, volto a praticar o item 1.
Não quero ser mal compreendido neste sentido, mas abro um parágrafo neste relato para discordar do Alessandro, quando diz que os podcasts do ESLPOD.com são para pessoas de nível intermediário. Não me encontro num nível intermediário, mas, devido ao teacher speak slowly, boa parte do que é dito eu posso entender, mas não compreender. Diferentemente da maioria que eu conheço, o meu listen é razoavelmente bom. Quando o Jeff fala alguma frase, posso até mesmo, dependendo da dificuldade, repeti-la perfeitamente, desconhecendo seu conteúdo e como escrevê-la. O que falta para mim é um vocabulário básico.
Após alguns meses me dedicando desta forma, percebo o meu inglês evoluindo ao longo deste período. Talvez seja porque eu estou de fato com este objetivo em mente: falar inglês fluentemente. As cinco horas diárias (incluindo os podcasts) que me permito imergir no inglês estão consumindo minha sede de aprender outro idioma. Acho que vim com muita sede ao pote. Hoje já consigo sonhar em inglês. Às vezes, falo com as pessoas neste idioma e não no nativo e isso me deixa confuso. Parece que estou ficando louco.
O que sinto falta é de um norteador que me diga o que devo, ou não, fazer para melhorar o meu aprendizado. Já tentei adquirir o Rosseta Stone, mas só encontro o software na versão pirata. E assim eu não compro.
Veio a idéia de novamente participar da Englishtown. Esta, sim, acredito eu, poderia me nortear. Conversei com Rosângela – consultora da escola – e o pacote que eu me interessei ficou em torno de R$ 2.028,00 para 14 meses de estudo, estando inclusas neste preço 36 aulas particulares. Graças a Deus, dinheiro não é problema pra mim (a Deus seja a Glória) e eu estou seriamente pensando em realizar este curso.
Peço aos amigos que avaliem o meu método de estudos, critiquem os meus apontamentos e me dêem um feedback quanto à Englishtown. Faço questão de ler um comentário da Flávia. Peço desculpas pelo tamanho do texto, mas esta foi a forma resumida que eu encontrei para me expressar.
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