Como dizer "Dia Internacional da Rapariga" em inglês

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International Day of the Girl (Child) = Dia Internacional da Rapariga

19 December 2011: The United Nations has declared October 11 as "International Day of the Girl Child" = No dia 19 de Dezembro de 2011: As Nações Unidas declarou o 11 de Outubro como o "Dia Internacional da Rapariga"

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Avatar do usuário Flavia.lm 3885 1 9 86
Carls,

Sei que você é de Angola e me interesso muito pelas diferenças entre as "diversas" línguas portuguesas que falamos mundo afora. Permita-me apenas acrescentar ao tópico que, o dia internacional à que você se refere, é das mulheres jovens/crianças. No Brasil, diríamos "Dia Internacional da Menina"

Do dicionário Aulete
Rapariga
(ra.pa.ri.ga)
Sf.
1. Mulher jovem ou adolescente. [P.us. No Brasil.]
2. Bras. N.E. MG GO Prostituta.
3. Lus. Criança do sexo feminino.
Avatar do usuário PPAULO 38675 6 32 675
In Brazilian Portuguese it was translated into "Dia Internacional da Menina".
When I saw the title of the thread I couldn´t help laughing, it reminded when I worked (a little stint) in commerce in Natal. An uncle of mine had that grocery store and he would send me to bring eggs from the house next to his, the Portuguese guy (he from Portugal) had a business and sold eggs.
Sometimes my uncle would go with me, because he was somehow a friend of the Portuguese man, and because the guy told some stories, not to mention that the guy never more often than not failed to cross-polinnate the meaning of words in Portuguese from Brazil and from there.
I recall the man brought two little girls and hugged them proudly as a proud father does, and said something like "essas são minhas rapariguinhas que eu amo tanto" (those are my little girls that I derly love), my uncle couldn´t help giggle at that moment with the double-entendre in Br. Portuguese (anyway my uncle knew what the guy meant, it was the way the subject was brought out to our Brazilian ears.)
Yes, in the Northeast region it can be a very unpolite thing to say, or at least bring some involuntary laughs!
Avatar do usuário Carls 3140 2 74
Flávia.Im e PPAULO

Sei que a maior parte dos membros do EE são brasileiros. Interesso-me muito pelas diferenças entre o português falado no Brasil e o falado nos outros países da CPLP. Aliás ouvimos muitas músicas brasileiras e assistimos às telenovelas brasileiras e até convivemos com alguns brasileiros que aqui vivem e trabalham. Só não coloquei da forma como é dita no Brasil, porque não sabia...
Então fica:
Dia Internacional da Rapariga (CPLP)/Dia Internacional da Menina (Bras)

CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Bras - Brasil
Avatar do usuário PPAULO 38675 6 32 675
Carls, você fez bem trazer o assunto à baila, de modo que termina sendo informativo. Assim alguém que vá morar em Portugal ou que venha de lá vai saber que existem diferenças e que existem falsos cognatos entre as duas línguas.
Há até sites que exploram esses mal-entendidos, por exemplo há um em que fala de que entrei "numa fila para tomar uma injeção" onde explora o fato de que para "injeção" e "fila" acontece coisa similar ao caso acima, da palavra rapariga. O mesmo caso que alguns brincam dizendo que o homem português veste "camisola" (no Brasil significando uma roupa de mulher) em portugal seria nossa camiseta/camisa normal.
O mesmo para um monte de outras palavras, mas mencionei essas somente de passagem, afinal foi uma consequência do estudo de inglês, mas acaba desaguando em linguística ou afins.
Há também palavras em espanhol, inclusive um estudante que veio estudar aqui no Rio e não conhecendo muito a cidade foi perguntar a uma moça a que horas passava o micro-ônibus naquela parada, numa palavra em espanhol que sugeriu que o estudante era um tarado! Sorte dele que havia alguns colegas que já sabiam a tradução!
O mesmo acontece com a palavra "pescoço" em francês e com a nossa palavra para brindar "tin tin" que seria ofensiva na Japão.
É isso, foi só para ilustrar e chamar a atenção do estudante brasileiro, aquele que não é acostumado com tais detalhes linguísticos, ainda.
Em momento algum foi nossa intenção a de rebater ou censurar o seu conhecimento e participação ou de te julgar.
Até porque o Dia da Menina (na versão Brasileira) foi instituído com a melhor das intenções.
E se bem que, todos os dias deveriam ser Dia das Meninas, dos pais, das mães, dos amigos, dos vizinhos etc, ou de quaisquer causas nobres, como já foi um dia. Instituir um dia para uma causa nobre pode dar a entender que a pessoa deve "lembrar" daquilo só naquele dia e esquecê-la todo o resto do ano, mas tudo bem. Enfim, pelo menos ainda lembram! :-)
No meu caso, eu sabia o sentido da palavra, de vez em quando leio jornais de portugal, vivemos num mundo interconectado e além do mais temos muitos portugueses aqui no Rio, no Brasil e não sei quantos aqui no Forum. Um abraço amigão!
Avatar do usuário Flavia.lm 3885 1 9 86
Excelente discussão, senhores!

Um adicional: apesar de ser um termo muito mais utilizado no nordeste brasileiro, é possível ouvir em todo o Brasil, já que a migração no país é tão constante.
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Com certeza, Flávia. Eu citei o nordeste como exemplo por que nasci e morei muito tempo lá, mas com toda certeza a palavra seria entendida em todo o território, tanto por ser entrada de vários dicionários (Aulete, Michaelis, para citar alguns), tanto pela migração, quanto pela idas e vindas da cultura e linguajar do nordeste em sua exposição nos meios de comunicação.
Sem contar que as palavras de duplo sentido, ou pejorativas são as mais fáceis de grudar na mente, o que acontece de forma similar no própria aprendizado de inglês!
Digo, quando o aluno é exposto ao inglês mais coloquial e fora das salas de aula, claro.
Como temos vários membros do Fórum que são de Portugal (o site Alexa sempre diz que Portugal é um dos que mais acessam do exterior, trocando de posição com os Estados Unidos - nos 1ºs e 2ºs lugares geralmente), então acho interessante fazer esse intercâmbio cultural. Eu aprendo com eles, ou das perguntas que trazem, e ensino/compartilho algo, do pouco que sei. Sem contar que temos muitos imigrantes que foram para portugal, algum tempo atrás houve um "brain drain" de médicos para lá.
Avatar do usuário PPAULO 38675 6 32 675
Carls, não me entenda mal, você é de Angola (pelo perfil aqui), mas o português usado é similar ao de Portugal, ou bem próximo. O meu foco é mais na linguística, não na geografia por si só. ;-)
Avatar do usuário Carls 3140 2 74
PPAULO,
Entendi-o bem. De facto, o português falando em Angola é similar ao de Portugal. O mais importante é reconhecermos que há diferenças no português, dependendo da geografia,( assim como há no inglês falado na Europa, em África e na América). Angola e os angolanos têm dado o seu contributo na manutenção e desenvolvimento do português. É importante termos a mente aberta para outras culturas que se refletem também na própria língua.
Na hora de ensinar qual “português” ensinar; qual inglês ensinar; qual francês ensinar, o aluno (e não o professor) é que deve escolher. O professor é que tem que estar em altura de ensinar o inglês ou o português o seu aluno quer…
Avatar do usuário PPAULO 38675 6 32 675
Precisamente isso, um bom professor é aquele que tem conhecimento desses detalhes, não que ele vá ensinar linguística comparada para o aluno, mas que possa ilustrar de vez em quando.
Em uma amostra (numa sala de aula, por exemplo), um aluno pode ser aquele que viaja ou tem contato com outras culturas, este aluno pode se beneficiar desse conhecimento ou experiência.
Fatos ou situações como estas podem ser interessantes como meio de "puxar" o aluno, fazê-lo ter renovado interesse por inglês (por exemplo).
Aqui no nosso país, muitas vezes (sendo mais regra do que excessão) acontece de todos os alunos serem nivelado por baixo, como se ele não tivesse experiências ou necessidades próprias.
Eu tive um professor muito bom, em um curso de inglês apesar de chegar em média uns 15 minutos atrasado eu conseguia terminar meus exercícios uma meia hora antes dos outros. Então eu levava conversava e esclarecia minhas dúvidas (como a pronúncia de "ate" e "eat" entre outras), algumas que nem faziam parte do livro-texto.
Eu já tinha até o hábito de guardar uma listinha com palavras ou tópicos "interessantes" no bolso!