Nike: Por que a pronúncia não segue a Regra Geral

Já assisti a vários vídeos no Youtube sobre as pronúncias das marcas. Percebi que geralmente o "e" no final dos nomes de marcas não são pronunciados, só para exemplificar: Coke, Gatorade, Gillette, Palmolive e Sprite.

Há também há situações que tendemos a colocar o "e" onde não existe, como em: Facebook.

Dito isso, por que em Nike o "e" é bem evidente? Nikeee.

Obrigado.

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Diferente de algumas palavras como bike ou strike, que são pronunciadas com um fonema e silencioso presente no inglês cotidiano, o nome da marca Nike tem origem grega arcaica baseada na deusa da vitória, da força e da velocidade de nome Niké. A pronúncia do nome dessa deusa é /ni-key/.
Tal processo fonético também ocorre com outros nomes como Irene, Chloe, Zoe e Phoebe, também derivados do grego. No caso de Nike (Νίκη), a letra e é uma translineação da letra grega η (eta). Essas palavras são exemplos de uma antiga tradição dos nativos falantes de inglês em pronunciar palavras oriundas do latim com certas qualidades vocálicas do inglês e a outra de pronunciar as palavras gregas como se fossem latinas. Acredita-se que tais tradições tenham surgido com a Grande Mudança Vocálica (Great Vowel Shift), um termo cunhado pelo dinamarquês Otto Jespersen para representar a grande transformação na pronúncia da língua inglesa com início no sul da Inglaterra entre 1200 e 1600.

Vale lembrar que nem todas as palavras seguem o mesmo conceito fonético supracitado, quando derivadas do grego ou do latim. Hades, o nome do deus grego regente do mundo dos mortos, por exemplo, tem uma pronúncia com um e um pouco mais prolongado.
REFERENCES:

(1) BELL, John. Bell's New Pantheon: Or Historical Dictionary Of The Gods, Demi Gods, Heroes And Fabulous Personages Of Antiquity. Literary Licensing, LLC. 2014.

(2) Encyclopedia Britannica. Great Vowel Shift. Consulta: 01-18-2021.
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Não existe regra geral de pronúncia no Inglês. Inglês nao é uma lingua fonética. Isso significa que, nem sempre uma combinação de letras vai ter a mesma pronúncia em todas as palavras.
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Ocorre que o inglês tem várias mudanças históricas e influências de outras linguagens e tempos, assim como foi explicado pelo Ricardo.
O melhor para o estudante (médio) de inglês é adotar a palavra "aceitação", eu conheci alunos que tiveram dificuldades por causa das pronúnicas de palavras como "met" e "cool", enquanto outros levavam na brincadeira (de duplo sentido). Nem uma atitude nem a outra são incentivadas academicamente, embora a segunda sugira uma aittude mais flexível em relação á linguagens.
Quem aprende outra língua tem que entender que não vai falar daquela forma com pessoas de sua própria linguagem, mas que se um brasileiro lhe vir falando com a pessoa de outra nacionalidade e ela está lhe entendendo então seu aprendizado valeu a pena.
O contato consistente com a linguagem também vai (com o tempo) tirar o preconceito linguístico (digo, fonético).
Assim em francês o verbo "bichonner" (mimar / cuidar) por exemplo não vai surpreender a um francês, e falar a um português que o Vini veste a camisola 7 (já que é entendido por lá como "camisa").
Para o viajante na Coréia do sul a loja de conveniência "see you" abreviado pelas letras das palavras do inglês C (see) U (you).
Essas variações levam a confusões quando se trata de comércio internacional, como no caso da van que veio pra o Brasil - Best A - significa "o máximo", "o melhor dos melhores, em qualidade." e que aqui virou "Besta" (o pessoal entendendo que era sobre o animal quadrúpede, mula, burros, ou uma pessoa que falta inteligência). :-) Esse fenônemo não é só do Brasil, em outros países tem acontecido de ter que mudar o nome de alguns produtos para evitar mal-entendidos.
Teve esse cara brasileiro que começou a aprender russo, ao interagir perguntavam qual o nome dele e de brincadeira ele disse "Peter" [Pirer], não sei se era a pronúncia dele ou o quê, mas os russos riam, depois explicavam que isso significava "gay" naquela linguagem. Ele aprendeu russo e acabou indo morar lá, quando se aprende linguagens não se pode dar ao luxo de não querer errar, faz parte do aprendizado.

Já para os estudantes de níveis intermediários em diante pode ser interessante saber a etimologia e as origens, ajuda com a pronúcia. Para os estudantes de algumas faculdades faz parte (principalmente estudantes de linguistica).
É igual aquela tabela fonética de inglês, se pode aprender se interpretar ela (e aquela grafia vem ao lado das palavras em alguns dicionários), ajuda muiiiito, mas não quer dizer que não se pode aprender inglês se não souber ('vide' milhares de estudantes que aprenderam e não a usam).

O povo em geral usa essa atitude de aceitação quando é exposto diariamente (por aprendizado natural de seus pais, pares e o grupo social adjacente). Assim na Paraiba todos sabem pronunciar o bairro de Bayeux (baiê) sem saber uma vírgula de francês, ou em Mossoró falam o nome dos políticos Dix-Huit (dizuí) Rosado, ou Vingt Rosado (Van Rosado) também a maioria da população sem ter pisado numa escola de francês (nem mesmo tendo consciência de que 'Van' é inspirado do francês e não apenas um nome próprio).

Ou seja, aceitar pronúncia faz você falar correto, já a exposição rápida e a 'transliteração' apressada pode levar a coisas engraçadas (interessantes) como a palavra "forró" (era "for all") e o nome da cidade de João Monlevade, o nome original era do geólogo francês Jean-Antoine Félix Dissandes de Monlevade.
De Jean pra João foi um pulo! :-)
Por isso que é importante ter contato e aprender de boas fontes, e de quem sabe pronunciar bem, além de ter conhecimento amplo da linguagem-fonte, suas características e os chamados "quirks of language" (peculiaridades, caprichos da linguagem).

Isso serve para os não brasileiros também, quem aprende português no Rio Grande, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, Salvador, Belém, Fortaleza, Goiania (só para exemplificar por regiões) tem que ter atenção ao se comunicar, pois pode não ter sido exposto a certas palavras ou pronúncias, ou algo 'ter outro nome' (comidas, expressões, etc).
Hoje em dia, felizmente - para os estudantes, existem os videos e a internet que tem melhorado a comunicação e aprendizado geral.

A mesma questão de 'atitude' de aceitação acontece quando se estuda gramática de duas linguagens, uma aluna que estudava num curso de inglês comigo 'não aceitava' que as regras se diferenciavam tanto das de francês. Ela estava estudando as duas línguas, e acabou optando só por francês, não dava pra 'transplantar' o raciocínio de uma para a outra...
Dava uma confusão, um nó na cabeça da colega...tem pessoas que conseguem estudar simultaneamente duas ou mais linguagens, outras não.
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