Como otimizar nosso tempo preparando aulas?

Após um ano dando aulas em diferentes escolas, percebo que levo menos tempo preparando minhas aulas, o que não significa que elas tenham ficado menos elaboradas ou com menor qualidade. A gente vai pegando a prática. Mas mesmo assim, gostaria de gastar menos tempo preparando aulas de livros novos que recebo para trabalhar. É necessário ler as unidades, verificar o vocabulário novo para gente mesmo, e aperfeiçoar nossa gramática e clareza de explicação. Fora as inúmeras correções de homework e redações.

Queria saber se vocês, professores, teriam dicas para otimizar nosso tempo preparando aulas.

Eu, por exemplo, como gasto muito tempo ao longo da semana no ônibus, costumo ler o conteúdo a ser trabalhado nele mesmo, pensar sobre como a aula será, e depois verifico o vocabulário e a gramática na Internet.

Que mais?

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Avatar do usuário PPAULO 35990 4 32 631
Quel não sou professor, mas talvez seja a hora de você terceirizar algumas tarefas.
Que tal, na aula, pegar um aluno mais avançado e que aprendeu melhor "corrigir" o trabalho dos outros?
Talvez também dar nota por participação em aula, tipo quem fizer perguntas (não perguntar por perguntar) relevantes, ou que façam sentido ganhar alguns pontos ou coisa assim, seria até mais uma forma de você participar mais da aula, se divertir.

Uma vez fiz um curso, a professora colocava filmes e depois fazia perguntar ou em inglês ou português mas que o aluno preferencialmente devia responder em inglês, sobre o filme. Havia opiniões, divergências, discussões e a gente aprendia, com a supervisão da professora, é claro.

Até a escolha dos livros de gramática talvez ajude, livros com "answer keys" ajudariam. Pelo seguinte, você poderia passar os exercícios, e para responder, usar um quadro branco. Quando for respondendo as questões, os próprios alunos quando virem que erraram esse ou aquele tópico perguntarão o porquê, de modo que a resposta já é uma revisão para ele e outros.

O homework seria essas questões, do próprio livro.
Só não vale no intervalo esquecer o livro (que tem as "answer keys) em cima da mesa!

Outras dicas certamente virão.
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Obrigada, Paulo!

Interessante esse método de colocar o aluno como "professor"/monitor, perguntando aos outros, incitando discussões, o que é dificílimo conseguir, pois em geral os alunos preferem o português, e a gente tem que ficar puxando o inglês o tempo todo. Quando eu estudava, ficava irritado com certos professores que permitiam o português livre e solto nas aulas rsrs

Quanto à correção, em algumas escolas é possível fazer isso; mas em outras, dado o cronograma e a grande quantidade de conteúdo a ser dado, o professor tem que corrigir em casa mesmo, mas com o answer key pelo menos!
Avatar do usuário PPAULO 35990 4 32 631
Bem isso poderá depender do nível do(s) alunos e outras coisas.

Você disse que em algumas escolas é grande a quantidade de conteúdo; bom não sei, quando eu estava no curso de Administração (que infelizmente deixei...) o professor nos mandava fazer "o dever de casa". Era resolver 50 (no mínimo) questões de Cálculo I, o livro só tinha as respostas (não o desenvolvimento, explicadinho) dos exercícios de números ímpares. Cada cálculo desses dava um meia folha, ou uma folha inteira às vezes, depois de resolvido.
Se um dia você quiser saber como é o livro, pode passar numa livraria e ver "Cálculo I" de Munen-Foulis, é da espessura dos antigos catálogos telefônicos de São Paulo!

Bem, trabalhando de dia e estudando de noite, não preciso dizer que eu tive que fazer um grupo de estudo com outros colegas, estudávamos aos sábados, domingos etc. Por vezes eu saida do trabalho mais cedo e procurava alunos de outros níveis (alguns estavam no Cálculo II etc) e davam uma ajudinha. Algumas vezes eu encontrava a professora/o professor passando na UFF á tarde e tirava minhas dúvidas, ou tentava.

O interessante disso tudo, é que o professor na aula sempre me parecia "laidback" (super-tranquilo), sempre tinha tempo para tudo, ou então eles eram bons atores!

Não sei do seu caso, mas em alguns outros o professor teria que dar trabalho para os alunos, não puxar para si a responsabilidade, "bottle-feeding them'".

Agora, digo isso com alguma ressalva, eu vi a grita que os alunos de um curso de inglês que eu participei uma vez, o professor só falava em inglês no começo e nós olhávamos uns pros outros como se fosse grego! alguns se adaptaram logo, outros levaram um tempinho, a maioria não.
Logo, o pessoal se "organizou" e foi ao diretor, que proibiu o uso "intensivo" de inglês na sala de aula. Bem, tenho que dizer que, daquela turma só duas pessoas terminaram o curso, eu outro cara!
Não que faltassem motivos pra deixar o curso, tive que viajar, e quando ficava poucos alunos a gente tinha que esperar chegar mais para fazer um grupo mínimo de dez pessoas, de grupo em grupo só sobrou eu e ele daquela classe original.
Moral da história, o problema ali não era o professor...
Avatar do usuário PPAULO 35990 4 32 631
Por outro lado, tive um um bom professor de Matemática de um cursinho (em Natal) que passou o ano todo dando aulas, até o dia do vestibular...quase! acho que ele tentava cobrir todo o assunto de matemática do mundo, não sei se conseguiu.

Havia outro professor do mesmo cursinho que ensinava física, o mesmo era "devagar" do jeito dele, fala mansa etc.
O interessante é que ele não levava nada nas mãos pra sala de aula (ou levava muito pouca coisa), só pedia que o pessoal levasse provas de anos anteriores.
A gente ia resolvendo, de acordo com o assunto do dia, e ele ia direto nas questões (assuntos) que "caiam" (nunca errou). Chegou o final do ano tranquilo, até hoje me pergunto: como ele consegue!

Também tive um professor que ensinava um determinado curso, num determinado dia ele disse "você verão que o coneito de...na página 98 do livro está errado pelo motivo tal e tal....ele sabia até a página! putz!