O que as línguas germânicas têm em comum

Eu estive na Islândia e notei que hoje em dia a maioria da população sabe falar fluentemente inglês apartir dos 16 anos, mais ou menos, e em alguns casos até mais cedo. Tenho um amigo que já esteve na Noruega, Dinamarca,e diz o mesmo destes dois países, tenho um familiar que vive na holanda e diz que na Alemanha e na Holanda, acontece o mesmo, ou seja, a grande maioria das pessoas sabe inglês. Mas por exemplo em Portugal, Brasil, Espanha, Itália, França...Esta situação já não acontece. O que gostaria de saber é o que as línguas germânicas têm em comum para todas as pessoas desses países dominarem o inglês. Será a estrutra gramatical igual ??? será as palavras serem muito semelhantes ??? será que eles podem fazer traduções palavra a palavra para o inglês e a frase soa a natural ????

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Avatar do usuário Henry Cunha 9960 2 17 177
The surprising thing about Europe is the extent to which the British haven't bothered to learn anyone else's language. Call it a sense of cultural and linguistic superiority:

"While England is making strides to become more of a powerhouse in the bilingual countries sphere, they are currently losing quite handily. Even the United States has about 20% of the population claiming to be bilingual. England, hovering around 7%, has some work to do." - See more at: http://livingbilingual.com/2013/08/02/f ... HWqvU.dpuf

By the way, I'm glad I found this topic, because I had always believed that Winston Churchill deliberately avoided learning French so that it would not "contaminate" his superb English style with Latin-based words and expressions. This, apparently, is totally false, as I read here:

Churchill’s spoken French was his own creation. As was his English, where he often invented new words, such as “paintatious” to describe places worthy of his brush. That he often spoke “franglais” was intentional. There is his memorable phrase during a heated discussion with de Gaulle in Casablanca in January 1943 when he said “Si vous m’obstaclerez, je vous liquiderai!,” which needs no translation. It should be remembered that de Gaulle spoke little English when he first arrived in London, and it is fair to assume that when they met they both spoke in French. De Gaulle’s English improved over time, allowing him to joke that this allowed him to understand Churchill’s French.

Churchill’s private secretary, John Colville, wrote an amusing description of a meeting between Churchill and de Gaulle, in the summer of 1941. It started off badly. As Terry Reardon mentions in the previous article, Colville went in after a while only to find them smoking the Prime Minister’s cigars and talking in French, “an exercise which Churchill could never resist and one which his audience, even when they spoke with the purity of de Gaulle, invariably found fascinating.”21 And at his last meeting with Churchill, in Nice on 22 October 1960, de Gaulle, now President of France, enjoyed listening to Churchill’s stories about the old days, recounted in a French which needed no translation.22


See http://www.winstonchurchill.org/support ... lls-french
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Avatar do usuário PPAULO 39205 6 32 684
Acho que sim, se olharmos direitinho, veremos que há muitas coisas semelhantes entre inglês e alemão, por exemplo.
Da mesma forma que acontece com as línguas latinas, quem sabe português, tem certa facilidade com francês, espanhol, italiano...etc.m
Mas da mesma forma que às vezes quem sabe português sofre com os "falsos amigos (falsos cognatos) e outras coisinhas, por exemplo "la nariz" ("a nariz" em vez de "o nariz). Quer dizer, saber português ou vice-versa não garante que se vá "dar um baile" na outra língua. O mesmo deve acontecer entre as outras linguagens, às vezes a gramática, a pronúncia e outros detalhes da linguagem até podem dificultar, em certos momentos.
Avatar do usuário Sypher 955 1 1 24
Acredito que semelhanças linguísticas não sejam o principal fator para as pessoas desses países terem bom conhecimento do inglês, pois, se assim fosse, o contrário também deveria acontecer: americanos deveriam ter facilidade no aprendizado de islandês, holandês, alemão, etc, e não é exatamente isso que ouço dos americanos que conheço.

O que eu acredito que seja um grande fator para explicar a boa fluência do inglês em algumas nações é elevado índice educacional das mesmas, sendo esse um elemento comum entre os países que você citou.
Sypher escreveu:O que eu acredito que seja um grande fator para explicar a boa fluência do inglês em algumas nações é elevado índice educacional das mesmas, sendo esse um elemento comum entre os países que você citou.


Exatamente isso ! Eu conversava com uma garota da Alemanha via Livemocha e estava dizendo o quanto era dificil para ru aprender Inglês e ela me disse:

-I think English is the easiest language in the world, I learned in school ..

Então eu percebi o quanto nosso ensino é ruim , a maioria dos professores da rede publica aqui na minha região nem ao menos falam ingles
Avatar do usuário PPAULO 39205 6 32 684
Sem dúvida alguma, concordo com vocês. Além do fato de que a cultura inglesa estar em toda parte, na mídia, na arte, na música, nos games, tudo. Quem quer aprender outras línguas dificilmente (a não ser que pague, e caro) acha material na línguagem-alvo (digo, músicas, falas, entrevistas na rádio, TV etc).
Dificilmente vemos por aí escolas de alemão, francês, italiano, etc. Talvez em São Paulo tenha, mas no resto do país pouco se investe (quando se investe), em outras linguagens.
Até mesmo inglês, alguém pode ligar a tv à cabo e assistir vários canais lá onde brasileiros entrevistam em inglês e outras línguas.
Ou ainda, alguém pode ver brasileiros nas ruas de nossas cidades falando em inglês ou outras línguas com pessoas de outras nações. Essas são pessoas trabalhando pra multinacionais etc. E a maioria que sabe muito inglês, infelizmente, vê isso como uma ferramenta de trabalho, que tráz o leite das suas crianças pra casa, e não algo a ser dividido com outros.
Por outro lado quando existia o "Message Board" da BBC, percebi que as dificuldades dos Chineses, Russos, Vietnamitas, Franceses etc, eram os mesmos (ou quase) eram as mesmas nossas, até as perguntas e erros de gramática (letras duplicadas como 'll", "gg", perguntas como porque "you are" não "you is" e coisas assim.).
De modo que, a meu ver, ''a dificuldade" em si não é diferente.
A diferença é que eles se expõem mais a linguagem. E como se dá essa exposição? desde tenra idade, na escola, ou quando não, pelo interesse do aluno (que sabe que precisa, e toma isso como algo que ele realmente precisa na sua vida).
A verdade é que somos incipiente em tudo, até mesmo Espanhol, que é língua "próxima" nos dá trabalho.
Ah, pra não mencionar português, no Brasil ainda se encontra lugares onde se vê a placa "Dá-se aulas de português e vende-se calvão"! :oops: