Professor formado em Letras que não sabe Inglês

A professora de inglês do meu filho da escola regular (ensino fundamental) é formada em Letras mas não sabe quase nada de inglês. A própria diretora da escola admitiu isso.

Por quê? O que devo fazer? Isso acontece muito?

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2 respostas
Oi, Jorilaine!

Infelizmente, essa é a triste realidade brasileira. Os cursos de Letras não formam professores fluentes no idioma; e isso ocorre por vários motivos. Vejamos: segundo o CEFR (Common European Framework of Reference) são necessárias de 80 a 100 horas de estudo para se atingir o nível A1 (Iniciante); de 180 a 200 para o A2 (Básico); de 350 a 400 para B1 (Intermediário); de 550 a 600 para B2 (Usuário independente); de 750 a 800 para C1 (Proficiência eficaz) e de 1000 a 1200 horas para C2 (Domínio pleno).
Um curso de Letras, com duração de 4 anos, portanto, 8 semestres, apresenta uma disciplina de inglês, de 40 horas, por semestre, o que nos dá, no final dos 4 anos, um total de 320 horas de aulas de inglês formal (claro que o aluno pode - e deve - complementar esse estudo em casa), equivalente a um pouco menos que as horas de estudo necessárias para se atingir o A2, segundo o CEFR. Daí, vê-se claramente que, se o aluno entrou na universidade sem saber inglês, ele sairá sabendo, se tanto, o equivalente ao nível básico.

Evidentemente, há universidades que proporcionam aos alunos um centro de idiomas, no qual eles podem aperfeiçoar o domínio da língua; contudo, são poucas as que têm esse serviço e de modo eficaz. Por isso que é uma bobagem (infelizmente) ouvir pessoas dizendo que vão fazer Letras ou Tradução/Interpretação para aprender inglês (ou qualquer outra língua). Até vão aprender, mas só o básico; no máximo, um pré-intermediário.

Isso posto, vamos tentar ver algumas possibilidades para você: a mais imediata e "simples" seria matriculá-lo em um curso de inglês ou aula particular. Contudo, pode haver fatores que a impeçam de fazer isso. Mas não é o fim! Existem muitos bons sites em que ele pode começar a dar os primeiros passos no inglês. Há materiais on line que podem ser consultados; canais no youtube (cuidado com alguns), livros em sebos (sempre há estudantes das escolas de inglês que levam seus materiais para serem vendidos nos sebos, e com um preço muito bom. Eu mesmo sou fã de sebos!!)

A ideia é não desanimar; ao contrário, tomar isso até mesmo como um incetivo ao "autodidatismo" em inglês...pelo menos, para início. Continue incentivando seu filho a estudar!
PPAULO 6 47 1.1k
Não é o ideal.
Mas também (na minha opinião) não se deve 'apontar' isso na frente da criança, adolescente ou quem quer que seja. Acaba levando a criança/adolescente a desacreditar das coisas e até reverter contra o adulto (por exemplo, perdendo o interesse pelo estudo).
O ideal seria tramitar pelos canais competentes/de direito. Mas algo ele tem para ensinar, talvez ela esteja comentando
Sobre o fato de existirem professores com pronúncia muito abaixo do padrão, etc. Pode-se até
Pegar as palavras e expressões vindas da classe e 'reensinar' estabelecendo contrastes, mas não se deve satirizar ou denegrir o professor. Na verdade uma solução seria a escola pagar um curso ou algo assim a fim de reciclar os conhecimentos.
Outra solução seria mudar de classe, de escola ou colocar o aluno para estudar com um professor particular, enfim, sempre tem solução.

Em casa eu aconselho acompanhar ativamente o progresso educacional dos filhos, é muito cansativo, digo logo.
Mas eles tem que aprender, e isso na verdade começa em casa, tem que aprender com o professor(a), sem e apesar dele(a).
Sim, apesar do professor, já houve casos em que meu o filho chegou em casa e tentando ensinar uma equação e ele alegou que o professor só "aceitava" de determinada forma de se fazer uma operação.
Okay fazia sentido (apesar de que poderia ser preguiça...), tive uma atitude quase Salomônica, ensinei das duas formas. ;-)
No mais, concordo com o comentário do Marcelo, e não é apenas por que também gosto de visitar as "second-hand bookstores". :-)
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