Como prosseguir com meu conhecimento atual de inglês?

Hello everyone! How are you?
Bom pessoal, tenho a seguinte dúvida e preciso da ajuda de vocês, pois acredito que por aqui alguém já tenha passado por essa experiência.
Há alguns anos tenho me dedicado a aprender o inglês por conta própria. Digo, sem o auxilio de uma escola de inglês, embora já tenha feito o nível básico em uma certa vez. O método que tenho feito isso é variado. Ouço músicas para treinar o listening, canto-as para desenvolver o speaking, consulto um dicionario monolingue que possuo para ampliar meu vocabulário, consulto bastante o fórum do EE, mas sobretudo, tenho feito o uso constante de Graded Readers para ter uma melhor compreensão do idioma. De acordo com a classificação dos livros, estou no nível B1 e confesso que leio-os com certo conforto. Mas então, qual o meu problema? É aí que entra a dúvida. Não me sinto falando o idioma nem no seu nivel básico, embora consiga compreender alguma coisa de listening e reading. Não consigo praticar aquilo que aprendo. Alguém sabe me dizer no que estou errando e como posso desenvolver pelo menos o domínio pleno do nivel intermediário? Eu penso se eu deveria estar colocando o meu inglês em pratica com algum estrangeiro (recentemente descobri ferramentas como HelloTalk e iTalki), mas não sei se nessa situação seria uma escolha recomendada. Enfim, devido a esse problema, não sinto mais avanço no meu aprendizado. Serei imensamente grato se alguém puder dar alguma direção pra minha situação atual! Peço desculpas caso não esteja na categoria correta, foi a que achei mais adequada. Abraços!
Avatar do usuário Redseahorse 7390 1 13 132
Dificuldade extremamente comum, principalmente quando nos referimos ao autoditatismo!

Diferentemente do aprendizado nas áreas de exatas, quando lidamos com LINGUAGEM, o aprendizado autoditada de uma língua não funcionará por muito tempo, para o avanço nos níveis de proficiência e para a manutenção e consolidação do conhecimento já adquirido, haverá indubitavelmente, a necessidade da interação com outros falantes desta língua, nativos ou não, presencial ou virtualmente. Vejo isto como algo fundamental.

Adicionalmente, sugiro a leitura do seguinte post deste cabra que vos escreve: como-passar-de-intermediario-a-fluente-t45974.html#p180932

Blz!
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Muito obrigado pela resposta amigo. Estou cada vez mais certo de que vou precisar dessa interação com os falantes da lingua. Apenas precisava de certeza e coragem, porque não parece algo simples rs Mas quem não arrisca, não petisca. Seguirei seus conselhos, mais uma vez, obrigado!
Avatar do usuário PPAULO 36030 4 32 632
Todo aprendizado vem um pouco do fato de ter que sair da zona de conforto, no speaking por exemplo, tem que interagir de alguma forma, com nativos, com alunos mais avançados, com professores.
Já no listening é quase a mesma coisa, com a ligeira vantagem de poder usar a tecnologia, e ouvir através de CD-ROM (aulas), filmes etc. Na remota chance de não ter um nativo, pode-se gravar algo, ou cantar junto com uma música, falar umas "lines" de um filme etc (where´s there´s a will there´s a way).
E também, uma habilidade "puxa a outra". Já no writing é necessário uma certa disciplina e vontade mesmo, ir passando de fases e se forçar a estudar (até se ter o domínio de certas noções - por exemplo o uso de preposições, gerúndios, inversão, etc, inglês é vasto...) É comum o estudante de inglês "dominar" uma etapa e sabendo que pode se comunicar, "ficar por aí ". Com algum esforço se vai adiante, se acha mil maneiras de dizer uma mesma coisa, aprende-se a usar uma linguagem mais metafórica, ter uma visão crítica (saber o que autor de uma frase, artigo, texto etc, disse se colocar em relação à isso, etc).
Na verdade, não é só com inglês que é assim, dizem que um falante de português "funcional" terá um vocabulário de 2000 palavras, mas para se comunicar com isso, certamente vai usar mil gírias e outras coisas mais (jargão/regionalismos etc). Já quando se passa dos limites de 5.000-10.000, vai se enriquecendo o vocabulário e expressando o que que se dizer com maior precisão.
Não significando que qualquer falante dessa língua tenha que ser igual, ou que necessariamente tenha que ser um dicionarista, apenas que vai com a necessidade ou conhecimento anterior (background) do falante/estudante. Ou outros fatores, como a mobilidade, interação com outros, etc.
Em inglês a interação é bem interessante, até porque a pessoa vai se acostumar com as diversas dicções e o modo de pronúncia de diversos tipos. Um francês pode falar um pouco diferente de um chinês, que por sua vez pode ser diferente de um Russo. E haverá até mesmo diferenças de pronúnica de estado para estado/região para região, mesmo nos Estados Unidos.
De fato, PPAULO. Principalmente com relação ao speaking. Tenho me preocupado em pronunciar corretamente cada palavra, mas fico devendo na conversação. Percebo que no estudo autodidata pra mim, essa parte parece ser a mais complicada mesmo. Agradeço pela resposta!