Slow Down! Why Some Languages Sound So Fast

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Artigo que achei interessante para quem está aprendendo um idioma e que resolvi traduzir. Se alguém quiser ler, corrigir ou excluir, não façam cerimônias.

Slow Down! Why Some Languages Sound So Fast
Reduza a velocidade! Por que alguns idiomas são falados tão rapidamente

Here's one of the least-interesting paragraphs you've ever read: "Last night I opened the front door to let the cat out. It was such a beautiful night that I wandered down to the garden to get a breath of fresh air. Then I heard a click as the door closed behind me."

Aqui está um dos parágrafos menos interessante que você jamais leu: "Na noite passada eu abri a porta da frente para deixar o gato sair. Era uma noite tão bonita que fui passeando até o jardim para respirar o ar puro. Então eu ouvi um som seco quando a porta se fechou atrás de mim."

OK, it becomes a little less eye-glazing after that, with the speaker getting arrested while trying to force the door back open. Still, we ain't talking Noel Coward here. All the same, this perfectly ordinary passage and a few others like it are part of an intriguing study just published in the journal Language — a study that answers one of the longest-standing questions about human speech.

Ok, ela torna-se um pouco menos monótona, depois disso, com o orador sendo preso ao tentar forçar a porta dos fundos tentando abri-la. Ainda assim, não estamos falando aqui de Noël Coward [ator britânico]. Ao mesmo tempo, este parágrafo perfeitamente normal e alguns outros como ele, são parte de um intrigante estudo recém publicado pela revista Language - um estudo que responde a uma das perguntas mais antigas sobre a fala humana.

It's an almost universal truth that any language you don't understand sounds like it's being spoken at 200 miles per hour — a storm of alien syllables almost impossible to tease apart. That, we tell ourselves, is simply because the words make no sense to us. Surely our spoken English sounds just as fast to a native speaker of Urdu. And yet it's equally true that some languages seem to zip by faster than others. Spanish blows the doors off French; Japanese leaves German in the dust — or at least that's how they sound.

É uma verdade quase universal que qualquer língua que não você não entende soa como se ela estivesse sendo falada a 322 quilômetros por hora - uma tempestade de sílabas alienígenas quase impossíveis de desenredar. Isso, nós dizemos a nós mesmos, é simplesmente porque as palavras não fazem sentido para nós. Certamente o nosso Inglês falado soa tão rápido a um falante nativo de Urdu [Paquistão]. E ainda assim é igualmente verdade que algumas línguas parecem ter um andamento muito mais rápido do que outras. O espanhol ultrapassa o francês em grande velocidade; o japonês deixa o alemão na poeira - ou pelo menos é assim que soam.

But how could that be? The dialogue in movies translated from English to Spanish doesn't whiz by in half the original time, after all, which is what it would have to do if the same lines were being spoken at double-time. Similarly, Spanish films don't take four hours to unspool when they're translated into French. Somewhere among all the languages must be a great equalizer that keeps us conveying information at the same rate even if the speed limits vary from tongue to tongue.

Mas como poderia ser isso? O diálogo em filmes traduzidos do Inglês para o espanhol não fluem pela metade do tempo original, afinal de contas, é como se as mesmas linhas estivessem sendo faladas no dobro do tempo. Da mesma forma, os filmes espanhóis não levam quatro horas para desenrolar-se quando são traduzidos para o francês. Em algum lugar entre todas as línguas deve haver um grande equalizador que nos mantém transmitindo a informação na mesma velocidade, mesmo se os limites de velocidade variam de língua para língua.

To investigate this puzzle, researchers from the University de Lyon recruited 59 male and female volunteers who were native speakers of one of seven common languages — English, French, German, Italian, Japanese, Mandarin and Spanish — and one not so common one: Vietnamese. They instructed them all to read 20 different texts, including the one about the housecat and the locked door, into a recorder. All of the volunteers read all 20 passages in their native languages. Any silences that lasted longer than 150 milliseconds were edited out, but the recordings were left otherwise untouched.

Para investigar este enigma, pesquisadores da Universidade de Lyon recrutaram 59 voluntários do sexo masculino e feminino que eram falantes nativos de uma das sete línguas comuns - inglês, francês, alemão, italiano, japonês, mandarim e espanhol - e uma não tão comum: vietnamita. Eles instruíram todos eles a ler 20 textos diferentes, incluindo a do gato doméstico e a porta trancada, em um gravador. Todos os voluntários leram todas as 20 passagens em suas línguas nativas. Todos as pausa que duravam mais do que 150 milissegundos foram editadas e excluídas, mas as gravações foram deixadas, fora isso, intactas.

The investigators next counted all of the syllables in each of the recordings, and further analyzed how much meaning was packed into each of those syllables. A single syllable word like "bliss," for example, is rich with meaning — signifying not ordinary happiness but a particularly serene and rapturous kind. The single syllable word "to" is less information-dense. And a single syllabile like the short i sound, as in the word "jubilee," has no independent meaning at all.

Os pesquisadores em seguida contaram todas as sílabas em cada uma das gravações, e ainda analisaram quanta informação foi acumulada naqueles sílabas. Uma única sílaba de palavra como "bliss", por exemplo, é rica em significado - significando não a felicidade comum mas a de um tipo particularmente sereno e arrebatadora. A única sílaba "to" tem menos densidade de informação. E uma única palavra com o som curto de i, como na palavra "jubilee," não tem significado independente nenhum.

With this raw data in hand, the investigators crunched the numbers together to arrive at two critical values for each language: The average information density for each of its syllables and the average number of syllables spoken per second in ordinary speech. Vietnamese was used as a reference language for the other seven, with its syllables (which are considered by linguists to be very information dense) given an arbitrary value of 1.

Com estes dados brutos em mãos, os investigadores analisaram os números em conjunto para chegar a dois valores críticos para cada idioma: a média da densidade das informações e o número médio das sílabas faladas por segundo na fala comum. O vietnamês foi usado como uma linguagem de referência para as outras sete, com suas sílabas (que são consideradas pelos linguistas com muita densidade de informação) e foi dado um valor arbitrário de 1.

For all of the other languages, the researchers discovered, the more data-dense the average syllable is, the fewer of those syllables had to be spoken per second — and the slower the speech thus was. English, with a high information density of .91, is spoken at an average rate of 6.19 syllables per second. Mandarin, which topped the density list at .94, was the spoken slowpoke at 5.18 syllables per second. Spanish, with a low-density .63, rips along at a syllable-per-second velocity of 7.82. The true speed demon of the group, however, was Japanese, which edges past Spanish at 7.84, thanks to its low density of .49. Despite those differences, at the end of, say, a minute of speech, all of the languages would have conveyed more or less identical amounts of information.

Para todas as outras línguas, os pesquisadores descobriram, quanto mais a sílaba é densa em dados, menos daquelas sílabas tinham que ser faladas por segundo - e mais lento era falada. O inglês, com uma alta densidade de informação de 0,91, é falado numa taxa média de 6,19 sílabas por segundo. Mandarim, que liderou a lista de densidade em 0,94, densidade, foi a mais lenta com 5,18 sílabas por segundo. O espanhol, com uma densidade baixa 0,63, tem uma velocidade surpreendente de sílabas por segundo de 7,82. O demônio real da velocidade do grupo, no entanto, foi o japonês, que passa o espanhol em 7,84, graças à baixa densidade de 0,49. Apesar das diferenças, no final de, digamos, um minuto de fala, todas as línguas transmitem mais ou menos, quantidades idênticas de informação.

"A tradeoff is operating between a syllable-based average information density and the rate of transmission of syllables," the researchers wrote. "A dense language will make use of fewer speech chunks than a sparser language for a given amount of semantic information." In other words, your ears aren't deceiving you: Spaniards really do sprint and Chinese really do stroll, but they will tell you the same story in the same span of time.

"É um equilíbrio de fatores, operar uma densidade de informação baseada em sílabas e a taxa média de transmissão de sílabas", escreveram os pesquisadores. "Uma linguagem densa fará uso de menos pedaços desnecessários de discurso do que uma linguagem mais esparsa para uma determinada quantidade de informação semântica." Em outras palavras, seus ouvidos não estão enganando você: os espanhóis realmente correm a toda velocidade e os chineses realmente passeiam, mas eles vão te dizer a mesma história no mesmo espaço de tempo.

None of that, of course, makes the skull-cracking business of trying to learn a new language any easier. It does, however, serve as one more reminder that beneath all of the differences that separate Tagalog from Thai from Norwegian from Wolof from any one of the world's 6,800 other languages, lie some very simple, very common rules. The DNA of speech — like our actual DNA — makes us a lot closer to one another than we think.

Nada disso, naturalmente, tem a ver com fundir menos a cuca para tornar o aprendizado de uma língua mais fácil. Ele faz, no entanto, servir como mais um lembrete de que, sob todas as diferenças que separam o "tagalog" [Filipinas] do tailandês do norueguês do iólofe [Senegal] de qualquer uma das outras 6.800 línguas faladas no mundo, existem regras muito comuns, muito simples. O DNA de expressão - como o nosso DNA real - nos torna muito mais próximos uns dos outros do que pensamos.

TIME

Journal Language
Avatar do usuário jlmmelo 2120 8 58
Um leitor comentou sobre o artigo acima, postando só 1 palavra:

= = = =

Donaudampfschiffsgesellschaftskapitaenswitwespensionskassenpruefberichtkorrekturdruck.

ONE word in German ;-)

= = = =

Perguntei o que significava e alguém respondeu:

Danube Steamboat Corporation captain (the usual example to start with demonstrating "long" German words) widows pension fund test report correction print.

Por isso que desisti de aprender o alemão. A transcrição dos números então, nem se fala. rsrs
Avatar do usuário Henry Cunha 9960 2 17 177
Interesting insights. It would seem that the real factor is the average rate at which the human brain can absorb information. In terms of essential meaning, the more compact the language the slower can be (or will be) the rate of syllable production.